sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015

Papo de Anjo - uma radiografia paulistana


O livro conta a história de Roberto Fidalgo, mais conhecido como Papo de Anjo. Na primeira parte, a narrativa se desenvolve como em um romance linear. Na segunda, as aventuras do anti-herói aparecem na forma de contos que trazem à tona, sobretudo, a ginga e o jogo de cintura que muitos acreditam não existir mais nesta ainda desvairada Pauliceia. Papo de Anjo está na mesma linha de obras que imortalizaram tipos da gente de São Paulo. Embora escrito em época tão diversa, há nesta pequena saga alguma coisa que nos remete, talvez pela evocação das ruas da cidade, a Gaetaninho, o garoto registrado por Antônio de Alcântara Machado em Brás, Bexiga e Barra Funda. Mas há uma diferença: os personagens desses livros vinham de classes sociais distantes da classe média, cenário onde vive e apronta Papo de Anjo.

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

O africano que existe em nós brasileiros







Na quinta-feira, a Babilonia Cultura Editorial, da Michelle Strzoda, lança o primeiro livro do seu catálogo autoral.

O africano que existe em nós, brasileiros é uma coedição com a Fundação Biblioteca Nacional, em parceria com a Secretaria de Políticas da Promoção da Igualdade Racial/Ministério da Cultura, e será lançado com sessão de autógrafos no próximo dia 5 de fevereiro na Livraria Travessa de Ipanema, no Rio de Janeiro, a partir das 19h. Quem assina o livro é a designer de moda Julia Vidal.

Construção de identidade

Na obra, o leitor encontra a cultura africana representada em histórias, costumes, comportamento e nas cores e nos desenhos estampados no vestuário dos brasileiros. Todos os modelos retratados no livro são criações da autora, que concebeu dez coleções durante suas pesquisas.

Por meio da moda, do design e da iconografia africana, e em benefício da transmissão de códigos culturais e informações entre sociedades, o livro aborda o período da escravidão em um capítulo sobre a comercialização de africanos como negócio lucrativo. A autora mostra como a escravidão é a responsável pelas possíveis origens étnicas de negros africanos vindos para o Brasil e a dificuldade, portanto, de definir essa origem. O livro trata ainda as heranças étnicas na música, culinária e na arte. As religiões de matrizes africanas, entre elas o candomblé e a umbanda, e seus símbolos no Brasil, também compõem a publicação.

A obra nasceu do desejo de reviver o cotidiano de Salvador, cidade constantemente visitada por Julia na infância. “Pesquisar e estudar a cultura afro-brasileira foi o passaporte para voltar lá. Queria entender por que eu gostava tanto de tudo o que vivi em Salvador, para além do aspecto lúdico do lugar, e trazer do meu inconsciente para o consciente a necessidade de conhecer mais a cultura brasileira, que sempre fez parte da minha vida”, complementa a autora.

Catálogo

O Africano que existe em nós, brasileiros é um dos livros de estreia do catálogo da Babilonia Cultura Editorial que serão lançados no primeiro semestre de 2015. O projeto editorial mapeia culturas, história, memória, gastronomia, design, ficção, arte, sociedade e personagens. “O ponto de partida do catálogo é o mesmo conceito da criação da empresa, uma babel de cultura e conhecimento”, explica a jornalista Michelle Strzoda, diretora editorial e sócia-fundadora junto ao designer e diretor de arte da Babilonia, Rafael Nobre.

A autora

JULIA VIDAL (Rio de Janeiro, 1980) é descendente de africanos, indígenas e europeus. Graduada em Comunicação Visual pela EBA|UFRJ e com sua brasilidade acentuada após dois anos de graduação em Diseño Gráfico na Universidad de Buenos Aires, Julia retorna ao Brasil com olhar apurado para maior percepção das culturas africanas e indígenas no design brasileiro. Essa trajetória se fortalece com a pós-graduação em História África–Brasil, Laços e Diferenças, na Universidade Católica de Petrópolis e com cursos técnicos em design de estamparia pelo Senai e Senac. A atuação com moda começou em 2005 com a grife afro-brasileira Balaco, que recebeu seu nome após dez anos de pesquisa em design para etnias indígenas. Desfiles no Rio de Janeiro, em Bogotá e Londres abriram espaço para Julia assinar figurinos de TV, em palcos e eventos brasileiros, e em desfiles de moda como o Fashion Rio. É reconhecida como designer sustentável que celebra a herança cultural na campanha mundial Make the Future, da Shell Live Wire. O africano que existe em nós, brasileiros é seu primeiro livro.

Trecho do livro

“Para entender como uma identidade cultural se transformou em moda, precisamos resgatar de onde nasceu seu primeiro desenho, o traçado inicial. Foi através da escrita, de símbolos com múltiplos significados, que comecei este trabalho de documentar a origem estética da identidade brasileira, materializado no design de moda. Analisar a simbologia e a maneira de se comunicar de etnias africanas me proporcionou entender um pouco mais a minha cultura. A partir daí, busquei identificar formas e ritos que fazem parte do nosso cotidiano, para sabermos separá-los, a fim de identificar sua origem – se africana, indígena ou portuguesa. Mas o resultado dessa mistura é uno, é brasileiro.      (p. 15)

Serviço

Lançamento | Sessão de autógrafos
Quinta-feira, dia 5 de fevereiro, a partir das 19h
Livraria Travessa de Ipanema
R. Visconde de Pirajá 572 – Rio de Janeiro

quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

Nanodicionário de Substantivos Abstratos que Regem os Relacionamentos

Está no ar a campanha de financiamento coletivo do livro "Nanodicionário de Substantivos Abstratos que Regem os Relacionamentos" escrito por Rafael Castellar das Neves.


Um financiamento coletivo (crowdfunding) consiste basicamente na arrecadação financeira para patrocinar os custos de produção de um produto, bem ou serviço que possa interessar os apoiadores (aqueles que que financiam). Os apoiadores participam adquirindo os pacotes que lhe interessam, os quais possuem recompensas adicionais ao produto, bem ou serviço financiado. Cada campanha possui uma meta financeira que, se atingida, a produção do item em questão é realizada e este é entregue aos apoiadores; caso contrário, o dinheiro é devolvido aos respectivos apoiadores e todos ficam bem.


Rafael Castellar das Neves conta com o apoio da Bookstart, que possui uma plataforma ampla e consistente, totalmente direcionada para o financiamento e produção de livros.


Cliquem no link abaixo e conheçam todos os detalhes desta campanha (e não esqueça de contar para tudo mundo!):




Os links abaixo possuem informações mais detalhadas e interessantes sobre o funcionamento e como apoiar a campanha:


quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

Cursos de férias na Estação das Letras



Cursos, oficinas e workshops sobre gêneros literários e mercado editorial são excelente opção para roteiro de férias no Rio de Janeiro.

Para além das praias, da sombra e da água fresca, as férias de verão podem ser uma oportunidade de aprender e aprimorar habilidades profissionais ligadas às letras e ao mercado editorial na cidade maravilhosa: a Estação das Letras, considerada o reduto da literatura nacional bem no caminho entre o Centro e a Zona Sul do Rio de Janeiro, preparou uma grade de cursos e oficinas de criação literária, algumas delas gratuitas, e mercado de livros.

Entre os destaques da programação estão os cursos conduzidos por personalidades da literatura carioca e brasileira, como o diretor e roteirista David F. Mendes (“O Roteiro do Piloto: Como Escrever um Piloto de Série”), o jornalista Arthur Dapieve (“Oficina da Crônica”), e os escritores Raphael Montes (“Como Escrever seu Romance”) e João Anzanello Carrascoza (“Oficina de Criação Literária – O Conto, Ponto por Ponto”).

Serão oferecidas quatro oficinas gratuitas durante o intensivo de férias: “Oficina do Conto”, “Oficina de Literatura Infantojuvenil”, “Oficina de Poesia” e “Escrita Criativa”. Todas as oficinas gratuitas serão ministradas no dia 10 de janeiro, sábado, e cada uma contará com duas turmas em horários diferentes. As vagas são limitadas e cada participante pode escolher apenas uma.

Gestão e empreendedorismo também fazem parte da grade e reúnem profissionais-ícones deste mercado para compartilhar experiências sobre “Caminhos para Publicação” (Marina Colasanti, Valéria Martins e Maria Amélia Mello), “O Poder do Autor Digital” (Julio Silveira), “Gestão, Produção e Empreendedorismo no Mercado Editorial (Michelle Strzoda), e Ilustração nos Livros para Crianças e Jovens – Um Breve Estudo” (Marília Pirillo). O objetivo deste bloco, segundo Suzana Vargas, fundadora e coordenadora da Casa, é direcionar os interessados neste mercado pelos diversos nichos que ele compreende.

As técnicas personalizadas de trabalho dos  escritores Braulio Tavares, Paulo Scott e Carola Saavedra estão numa Carpintaria sobre “Como se faz ficção”.

“Os cursos de férias da Estação das Letras, entre outros propósitos, podem proporcionar uma experiência , ainda que rápida, de mergulho na criação literária por parte de pessoas que moram fora do Rio ou que nunca vivenciaram este tipo de trabalho porque não dispõem de tempo durante o semestre . O mesmo se pode dizer dos cursos destinados ao mercado editorial. São cursos breves mas intensos e informativos nos diversos setores do mundo do livro. Temos cursos para pessoas que ainda se iniciam no mundo das publicações e oficinas mais profissionalizantes nesta área ministradas por grandes profissionais . "

As inscrições para os cursos gratuitos e pagos já estão abertas pelo site  www.estacaodasletras.com.br ou pelo telefone (21) 3237-3947.

Confira a programação completa dos cursos e oficinas de férias:

Oficina do Conto, com João Paulo Vaz – Dia 10/01 (GRATUITA)
Turma 1: das 10h às 11h / Turma 2: das 11h30 às 12h30 – Dia 10/01 (GRATUITA)
 Oficina de Literatura Infantojuvenil, com Marcia Cristina Silva – Dia 10/01 (GRATUITA)
Turma 1: das 10h às 11h / Turma 2: das 11h30 às 12h30
Oficina de Poesia, com Suzana Vargas – Dia 10/01 (GRATUITA)
Turma 1: das 13h às 14h / Turma 2: das 14h30 às 15h30
Escrita Criativa, com Silvia Carvão – Dia 10/01 (GRATUITA)
Turma 1: das 13h às 14h / Turma 2: das 14h30 às 15h30
Introdução aos Gêneros Literários, com a autora Suzana Vargas – De 12/01 a 15/01, das 10h às 12h (R$ 350)
Mergulho na Escrita, com a especialista em literatura brasileira Silvia Carvão – De 12/01 a 16/01 das 18h30 às 20h30 (R$ 350)
O Escritor e o Mercado Editorial – Caminhos para a Publicação – Das 19h às 21h (R$ 400)
12/01 – “O escritor e o mercado editorial”, com Marina Colasanti (Autora infantil e juvenil)
13/01 – “Como entrar para o mercado: a visão do agente literário”, com Valéria Martins (Autora, jornalista e agente literária)
14/01 – “Dos originais à publicação: o livro passo a passo”, com Maria Amélia Mello (ex Editora da José Olympio – Grupo Record)
O Roteiro do Piloto: Como Escrever um Piloto de Série, com o roteirista e diretor David F. Mendes – Dia 17/01 (sábado) das 10h às 17h (R$ 350)
Oficina da Crônica, com o jornalista Arthur Dapieve – Dias 21, 22 e 23/01 das 18h30 às 20h30 (R$ 400)
Oficina de Memória Criativa, com a escritora e doutora em Literatura Ana Letícia Leal – De 26 a 30/01 das 10h às 12h (R$ 350)
Ilustração nos Livros para Crianças e Jovens – Um Breve Estudo, com a ilustradora Marília Pirillo – De 26 a 30/01 das 18h30 às 20h30 (R$ 350)
Carpintaria literária: Como se faz ficção – Técnicas personalizadas de trabalho (sobre o processo de criação dos autores) – Das 19h às 21h (R$ 400)
26/01 – Braulio Tavares
27/01 – Paulo Scott
28/01 – Carola Saavedra
O Poder do Autor Digital – Escreva, Edite, Publique, Venda e Promova seu Livro,  com o editor Julio Silveira – Dia 31/01 (sábado) das 10h às 16h (R$ 400)
Gestão, Produção e Empreendedorismo no Mercado Editorial, com a editora Michelle Strzoda – Dias 02, 03 e 04/02 das 18h30 às 21h (R$ 500)
Oficina de Produção de Texto Literário, com a escritora Rosa Amanda Strausz – De 02 a 05/02 das 18h30 às 20h30 (R$ 350)
Como Escrever seu Romance, com o escritor Raphael Montes – Dia 07/02 (sábado) das 10h às 17h (R$ 350)
Oficina de Criação Literária – O Conto, Ponto por Ponto, com o escritor João Anzanello Carrascoza – Dia 07/02 (sábado) das 10h às 16h (R$ 400)

Sobre a Estação das Letras

Fundada e coordenada pela escritora Suzana Vargas, conhecida pelo trabalho com a divulgação e a dinamização das letras e da cultura no Brasil, é o único espaço na cidade a viver  das aulas que disponibiliza em sua grade ao longo do ano.

Mantém também, há mais de 10 anos, um serviço fixo de análise de originais, atendendo a autores de todas as regiões do país. Beirut Souvenirs (Ana Cristina Leonardos), 50 tempestades (Wanda Lins), Em cada canto um conto (Itala Sandra Del Sartro), Galo Velho (Luis Fernando Caruso) e Poemas para o fim dos tempos (Carlos Frederico Manes) são algumas das obras lançadas no Brasil que passaram pelas mãos dos pareceristas da Estação.

Para empresas, há cursos direcionados aos funcionários, com o objetivo de treinar a escrita adequada e estimular as capacidades criativa e interativa dos funcionários, bem como ampliar seus conhecimentos culturais.

Como parte do calendário fixo estão também os encontros mensais de leitura, realizados sempre no último sábado, com troca de livros e entrada gratuita, além de lançamentos de obras de alunos, ex-alunos e de personalidades mundiais na LiterÁrea, livraria da Estação fundada há cinco anos.

segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

Escrever não é um dom



 por Ronperlim


Eu comecei a escrever por volta dos dezoito anos, em cadernos escolares 15 por 21. Tenho preferência por canetas de bico fino porque elas propiciam uma escrita suave. Ao todo, eu tenho sete cadernos, duas agendas e uma caderneta espiral contendo uma diversidade de textos. Ainda mantenho o hábito de andar com papel e caneta para esse fim.
Eu tenho textos do início de meus escritos que não servem para concorrer ao mais singelo concurso literário. Querem saber por quê? Porque eles não foram inspiração divina, mas escrito por um pequeno escritor que percebia o mundo e não sabia expressá-lo.
Me faltava intimidade, amizade com as palavras. E esses substantivos só foram acrescidos a minha vida literária quando passei a me dedicar à leitura de livros, jornais, revistas, sites, blogs de assuntos diversificados, estudar a Gramática e Literatura. Com o passar dos anos a minha escrita atual se distanciou da nascitura de tal forma que já me rendeu resultados positivos em concursos literários e os que leram os meus livros.
Ao ler isso, alguém pode se perguntar qual a relação do meu hábito de escrita com a palavra dom. A resposta é simples: escrever é uma coisa do espírito humano que se aprende com a prática da leitura e da escrita diária. Se assim não fosse, bastaria uma inspiração divina e tudo seria perfeito, pois, a própria doutrina cristã afirma que Deus não dar pela metade ou com imperfeição.
Por isso, diferenciarei dom espiritual de dom da escrita.  
O dom espiritual, como pode ser observado no capítulo 12 de I Coríntios, verso 1 tem objetivos espirituais e se manifesta de acordo com os propósitos divinos. O apóstolo lista uma quantidade significante deles e a importância que tem para o ensinamento da palavra espiritual. Sua inspiração é dos céus.
O dom da escrita é a vocação para o manuseio da palavra, a exploração dela pelos sentidos, a manifestação de experiências sensíveis. [1]“(..) para escrever um texto literário não precisa nascer com o dom (negrito meu) divino, porque o dono do texto já não é mais quem escreve, mas quem o lê.”. (ORTÊNCIO, 2011, p. 36).
Mesmo que o indivíduo não sinta dificuldades para externar os seus sentimentos, ser criativo, ele necessita de riqueza vocabular e das técnicas. É através delas que a matéria bruta é lapidada, transformada num texto capaz de seduzir, atrair leitores e deles receber opiniões positivas. Se alguém escreve e a sua escrita não prende a atenção do leitor, aquele texto está inacabado, é matéria bruta.
As técnicas mais conhecidas e importantes são a clareza, a concisão e a coesão. Conhecê-las é imprescindível para quem pretende trabalhar a palavra e com a palavra. Seus conceitos são indispensáveis para o acabamento do texto, a transformação dele em algo útil e agradável. Sem esses conhecimentos, o texto (de um escritor ou não) se torna pesado, enfadonho e desagradável para o leitor.
A escrita literária é árdua, pois, trata-se de uma arte escrita e reescrita até chegar a “perfeição”. A esse respeito, Graciliano Ramos nos deixou esta lição:
“Deve-se escrever da mesma maneira como as lavadeiras lá de Alagoas fazem seu ofício. Elas começam com uma primeira lavada, molham a roupa suja na beira da lagoa ou no riacho, torcem o pano, molham-no novamente, voltam a torcer. Colocam o anil, ensaboam e torcem uma, duas vezes. Depois enxáguam, dão mais uma molhada, agora jogando a água com a mão. Batem o pano na laje ou na pedra limpa, e dão mais uma torcida e mais outra, torcem até não pingar do pano uma só gota. Somente depois de feito tudo isso é que elas dependuram a roupa lavada na corda ou no varal, para secar. Pois quem se mete a escrever devia fazer a mesma coisa. A palavra não foi feita para enfeitar, brilhar como ouro falso; a palavra foi feita para dizer”. (Grifo meu).
Portanto, não existe dom com o sentido de dádiva, presente divino passando a falsa ideia de que escritores são seres iluminados, escolhidos a dedo por Deus para comunicar.
Para os espirituais, concluo: deixe a mente livre para a criação, conheçam todas as técnicas que a escrita criativa exige, leiam todo tipo de texto porque para se tornar escritor é necessário compreender a importância da palavra na vida íntima e social.

Nota biográfica
Ronperlim tem muitos textos espalhados pela net, impressos em antologias e alguns jornais. É autor de vários livros, dentre eles, Laura (Prêmio Alina Paim em 2011) e A menina das queimadas que se encontra na segunda edição (2014) e que está à venda nas livrarias Asabeça, Martins Fontes e Cultura.



[1] ORTÊNCIO, Bariani. Cartilha ao pré-escritor. Brasília. Centro Editorial, 2 Ed, 2011, pg. 36