terça-feira, 21 de junho de 2011

Livros à mão cheia: "Guia politicamente incorreto da história do Brasil"

Aí está mais uma publicação pertencente ao boom dos livros históricos. No suplemento "Prosa e Verso" do Jornal O Globo, "1808", "1822" e agora "Guia politicamente incorrento da história do Brasil" figuram entre os livros mais vendidos do país. Tenho uma teoria para explicar tamanha popularidade. Esses livros foram escritos por jornalistas, o que naturalmente imprime à obra uma linguagem mais dinâmica e, por conseguinte, mais agradável de se ler. Além disso, o faro investigativo tão peculiar ao jornalismo aguça a curiosidade do leitor. Esse último aspecto é ainda mais evidente no livro em questão, uma vez que pretende descortinar vários aspectos controversos da história do Brasil, criando uma polêmica saudável no sentido de abrir a oportunidade de avaliarmos como é desenvolvido o processo de "contar a história". Apesar de muitos historiadores fazerem cara feia para essa tendência jornalistica de se desenvolver trabalhos sobre eventos históricos, não se pode negar a grande contribuição que esses livros tem dado ao combate do que se costuma chamar de memória curta dos brasileiros.   

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