segunda-feira, 27 de junho de 2011

Película: Domingo de cinema

Em certos finais de semana é como se uma força interna me empurrasse rumo ao cinema, independente do filme que estiver passando. Observo cuidadosamente o cardápio reluzente com as seguintes opções: "Carros 2", "Kung Fu Panda 2", "Se beber não case 2" e "Qualquer gato vira-lata". A diferença entre esse último e os demais não é somente o fato de ele ainda não ter uma continuação. Era o único filme brasileiro, o que sempre nos desperta, mesmo que inconscientemente, aquela vontade de valorizar o que é nosso. Mas ao me concentrar no seu cartaz emoldurado por uma luz piscante tive a impressão de que estaria prestes a assistir a um capítulo de novela. Foi quando me lembrei de um artigo de jornal, no qual o diretor do filme (agora não sei ao certo se era o diretor ou outra pessoa ligada ao filme) se defendia de uma crítica que dizia assim "não consegue alcançar o ritmo divertido da peça". Guardei na memória a forma elegante de como o filme foi defendido. Mesmo que a crítica fosse justa, impõe-se valorizar a atitude de se levantar a bandeira de um projeto, sobretudo quando realizado no campo minado das produções artísticas. A hesitação passou. No trailer o anúncio do filme que vai contar a história do ousado assalto ao Banco Central. Sim, começou o filme, e o início não prometia, mas foi melhorando aos poucos. A ideia central é boa e exatamente por isso fiquei com a sensação de que poderia ser mais explorada. De qualquer modo, divertiu e foi melhor que assistir a um capítulo de novela. Pronto. Mais uma vez prestava contas com a força interna que não me deixa ficar muito tempo sem ir ao cinema.  

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