sábado, 16 de julho de 2011

Película: "Meia-noite em Paris"

Não tenho a pretensão de analisar tecnicamente o badaladíssimo filme de Woody Allen. Aliás isso já foi feito exaustivamente pelos colunistas mais abalizados para falar sobre o assunto. O interessante foi ter me levado pela essência da trama. De repente me transportei para o cenário em que eu podia observar, mesmo de longe, alguém sentado em um banco de praça. Ao me aproximar reconhecia quem era. Machado de Assis observava o largo que hoje leva seu nome. Poderia até pedir licença, sentar ao seu lado e puxar uma conversa despretensiosa. Em outro momento estou caminhando pela orla de Salvador. Ao longe se aproxima a figura de um jovem alto que parece hipnotizado pelo mar, pelas espumas e pelos navios. O rapaz passa por mim, levanta rapidamente o chapéu como gesto de cumprimento, continua caminhando. É Castro Alves, o poeta da liberdade. Poderia até lhe pedir um autógrafo. Não, melhor não. Nada de autógrafos. A sensação que ficou foi a de que, de fato, aproveitei o filme da melhor maneira possível.

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