quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Trabalhos de amores quase perdidos

Texto e direção de Pedro Brício
 Com Branca Messina, João Velho, Lúcia Bronstein e Pedro Henrique Monteiro

“Pedro Brício demonstra carinho pelos personagens, como se fossem fragmentos compilados de manual de sensações vividas por quem está diante do esgotamento do fim das primeiras duas décadas de suas vidas. Na transposição para o palco, o diretor Pedro Brício manuseia a sua dramaturgia com igual habilidade com que armou a sua escrita” - Macksen Luiz

“As Lembranças da relação de amizade e a ansiedade provocada pelo futuro incerto são descritas pelos personagens de maneira bem-humorada” - Carlos Henrique Braz

Após grande sucesso de público e crítica, “Trabalhos de Amores Quase Perdidos”, novo espetáculo do autor e diretor Pedro Brício, fará uma nova temporada, a partir do dia 24 de setembro, no Teatro Glaucio Gill. Pedro Brício, que nos últimos anos tem realizado trabalhos de relevância na cena nacional, também é o autor de montagens de destaque como: “Me salve musical!”, “Comédia Russa” (indicado ao prêmio Shell e APTR melhor autor), “Cine-Teatro Limite” (prêmio Contigo melhor autor 2008) e “A Incrível Confeitaria do Sr. Pellica” (prêmio Shell melhor autor e melhor figurino 2005), entre outras.


foto: Dalton Valério

“Trabalhos de Amores Quase Perdidos” é um jogo de amor e acaso, de narração e atuação. O texto tem a crise dos 30 anos como tema, a impossibilidade dos amantes contarem a mesma estória como narrativa, o desejo de ter um filho e a sua morte prematura como crise dramática. E os caprichos do acaso tecendo o nosso destino - revelando o banal e trágico do nosso cotidiano. A peça fala sobre o amor na juventude, sobre a juventude e destruição de todo amor, a celebração e a suspeita desta palavra, a sua indagação cênica. E o encontro com o outro - o prazer, o choque e o inesperado deste encontro.

A trama entrelaça as estórias e narrações de um trio de amigos: um casal, que apesar de toda a afinidade sentimental do mundo acaba se separando, e o amigo, o cáustico narrador que olha de fora. Aquele personagem que chega aos 30 anos achando que está com as rédeas da vida nas mãos, mas é nocauteado pelo destino. Que perde o emprego, as certezas. E se vê obrigado a rever sua vida, suas escolhas, seus amores perdidos. E, contando a estória para o público, acaba se aprofundando dentro dela.
“Trabalhos de Amores” coloca em cena as estórias destes três amigos, dos 25 aos 30 anos, falando sobre a amizade, o romance e o amadurecimento através da dor. Uma estória que é narrada e encenada ao mesmo tempo - a dramaturgia mistura as narrações, as cenas do passado, as opiniões dos personagens, seus pensamentos e sentimentos. A memória, o presente e o olhar para o futuro. Esse ponto no tempo que converge, talvez pela primeira vez, quando chegamos aos 30: “O que eu pensava que eu seria? No que eu me tornei?”


foto: Dalton Valério

SERVIÇO
Local: Teatro Glaucio Gill (Praça Cardeal Arcoverde, s/n - Copacabana)
Horário: Sábados 21h, Domingos 19h e Segundas 21h
Horário da bilheteria: de quarta a segunda a partir das 16h
Ingresso: R$20,00 / R$10,00 / 8,00 com filipeta
Informações: 21 2332-7904
Duração: 90 minutos
Classificação Indicativa: 16 anos
Gênero: Comédia Dramática
Temporada: de 24 de setembro a 17 de Outubro de 2011

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