quarta-feira, 29 de junho de 2011

Aforismos e citações

"O infortúnio dos escritores lúcidos e claros é que os consideramos pouco profundos e, por isso, pouco esforço é empregado na sua leitura; e a boa fortuna dos escritores obscuros é que o leitor se ocupa bastante deles e lhes credita o prazer que obtém por meio de sua própria diligência"
                                                                                                                  Nietzsche

segunda-feira, 27 de junho de 2011

Película: Domingo de cinema

Em certos finais de semana é como se uma força interna me empurrasse rumo ao cinema, independente do filme que estiver passando. Observo cuidadosamente o cardápio reluzente com as seguintes opções: "Carros 2", "Kung Fu Panda 2", "Se beber não case 2" e "Qualquer gato vira-lata". A diferença entre esse último e os demais não é somente o fato de ele ainda não ter uma continuação. Era o único filme brasileiro, o que sempre nos desperta, mesmo que inconscientemente, aquela vontade de valorizar o que é nosso. Mas ao me concentrar no seu cartaz emoldurado por uma luz piscante tive a impressão de que estaria prestes a assistir a um capítulo de novela. Foi quando me lembrei de um artigo de jornal, no qual o diretor do filme (agora não sei ao certo se era o diretor ou outra pessoa ligada ao filme) se defendia de uma crítica que dizia assim "não consegue alcançar o ritmo divertido da peça". Guardei na memória a forma elegante de como o filme foi defendido. Mesmo que a crítica fosse justa, impõe-se valorizar a atitude de se levantar a bandeira de um projeto, sobretudo quando realizado no campo minado das produções artísticas. A hesitação passou. No trailer o anúncio do filme que vai contar a história do ousado assalto ao Banco Central. Sim, começou o filme, e o início não prometia, mas foi melhorando aos poucos. A ideia central é boa e exatamente por isso fiquei com a sensação de que poderia ser mais explorada. De qualquer modo, divertiu e foi melhor que assistir a um capítulo de novela. Pronto. Mais uma vez prestava contas com a força interna que não me deixa ficar muito tempo sem ir ao cinema.  

domingo, 26 de junho de 2011

Mural: FLIP

De 6 a 10 de julho acontece a tradicional Feira Literária de Paraty - FLIP. Cada edição homenageia um escritor, e o escolhido deste ano é Oswald de Andrade, que um dia advertiu que "a gente escreve o que ouve - nunca o que houve".  
Os bons ares da literatura invadem cada esquina do centro histórico, e uma contagiante energia parece inspirar os visitantes a voltarem no ano seguinte.
É uma boa oportunidade de entrar em contato com a obra de autores internacionais não tão conhecidos por aqui.
Confira aqui a programação: http://www.flip.org.br/

terça-feira, 21 de junho de 2011

Livros à mão cheia: "Guia politicamente incorreto da história do Brasil"

Aí está mais uma publicação pertencente ao boom dos livros históricos. No suplemento "Prosa e Verso" do Jornal O Globo, "1808", "1822" e agora "Guia politicamente incorrento da história do Brasil" figuram entre os livros mais vendidos do país. Tenho uma teoria para explicar tamanha popularidade. Esses livros foram escritos por jornalistas, o que naturalmente imprime à obra uma linguagem mais dinâmica e, por conseguinte, mais agradável de se ler. Além disso, o faro investigativo tão peculiar ao jornalismo aguça a curiosidade do leitor. Esse último aspecto é ainda mais evidente no livro em questão, uma vez que pretende descortinar vários aspectos controversos da história do Brasil, criando uma polêmica saudável no sentido de abrir a oportunidade de avaliarmos como é desenvolvido o processo de "contar a história". Apesar de muitos historiadores fazerem cara feia para essa tendência jornalistica de se desenvolver trabalhos sobre eventos históricos, não se pode negar a grande contribuição que esses livros tem dado ao combate do que se costuma chamar de memória curta dos brasileiros.   

sábado, 18 de junho de 2011

Mural: Um ano

Há exato um ano morria José Saramago, a quem, indubitavelmente, a literatura de língua portuguesa deve reverências. Em breve será publicado o livro "Alabardas, Alabardas! Espingardas, Espingardas", o romance interrompido pela morte do escritor. Em se tratando de Saramago, mesmo uma obra inacabada pode se tornar uma obra-prima.   
Há tempos venho notando a falta de um espaço em que se debatam obras literárias, sobretudo os lançamentos. Esta é uma ferramenta com o propósito de discutir os livros que vão sendo lidos. A pretensão é simples: apenas examinar os textos na ótica de um leitor comum. Mas também haverá a oportunidade de exercer a opinião livre e a articulação das ideias acerca dos temas cotidianos.