sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Cartas de Amor

por Vicentônio Silva
acesse o blog do autor: www.vicentonio.blogspot.com

O poeta não desqualifica as cartas de amor ou o sentimento expresso nelas, mas denuncia o leitor ridículo que, com o tempo, as experiências e as frustrações, abandona as perspectivas amorosas para se meter num universo seco, racional, monocromático. As cartas de amor não são ridículas. Ridículas são as pessoas que lêem as cartas de amor.

Se perguntarmos às mulheres o que acham do homem que, parando-as à fila do banco, do correio ou do supermercado, confessa que as considera as mais elegantes, as mais charmosas e as mais lindas das últimas semanas, a maioria dessas mulheres – independente de 18, 30, 45 ou 63 anos – vai se sentir lisonjeada, enaltecida, revigorada, contente por despertar a atenção do desconhecido.

Quantos homens cavalheirescamente pararam você nos últimos dias à fila da farmácia ou do posto de combustíveis para confessar a admiração pela beleza, elegância ou charme? Quantos disseram que o conjunto de roupas – nunca confunda roupas caras com roupas de bom gosto – elevava você à mais elegante do ambiente? Quantos elogiaram o cabelo e o perfume discreto que dão o tom da melodia? Poucos são os homens “ridículos” que reconhecem conjunto estético que extasia inexoravelmente.

Qualquer mulher, de qualquer idade, de qualquer religião ou de qualquer condição sócio-econômica se sentirá deslumbrada ao receber elogios. São ridículas essas mulheres? Ridículos são os homens que se esqueceram de admirar o belo e se concentraram exclusivamente no comestível. Ridículos são os que deixam de comprar flores para adquirir panelas, batedeiras ou ferros de passar. Ridículos são os que se envergonham de recusar o futebol, a cerveja com os amigos, a conversa fora de hora que atravessa a noite ou o churrasco de fim de semana inteiro, entretanto não refletem ao abandonar as namoradas em casa. Ridículos são os que compram carros para desfilarem nas avenidas e encherem os olhos alheios, mas se esquecem do sorvete da filha, do cachorro-quente do filho, do caderno, da caneta ou do livro da esposa que estuda à noite.

Tive um amigo – mais ou menos metro e setenta, oitenta quilos, calvo, barrigudo – que recebia a visita de uma ex-namorada de tempos em tempos. Ela, a ex-namorada, casara três vezes, namorara uns dez rapazes. Perguntei se ela vinha pegar dinheiro. Ele respondeu-me que o patrimônio dela resultava vinte vezes o que ele tinha. O que ela via nele? Meu amigo não era ator de cinema, modelo de desejo ou símbolo erótico. Durante o almoço, perguntei para a ex-namorada. Numa frase resumida: “São os únicos braços nos quais me sinto completamente mulher”.

Relendo esses versos que poucos têm a felicidade de compreender, o poeta deseja nos fazer enxergar que ridículas são as pessoas que deixaram de sonhar, de amar, de desejar e, ao presenciarem cenas, atitudes ou cartas de amor, transferem às cenas, atitudes e cartas de amor a frustração de perderem o carinho, a ternura e o amor. As pessoas sem sonhos e amargas consideram as atitudes alheias quase sempre ridículas, mas não se dão conta de que elas é que são ridículas. As cartas de amor – assim como os elogios às mulheres ou o reconhecimento aos homens – jamais mudam. Somos nós que mudamos e perdemos as capacidades de amar e, quando perdemos essas capacidades, respaldamos amargamente que somos pessoas ridículas. Ridículas são as que, lendo as cartas de amor, acham ridículas as formas e os conteúdos dessas missivas. Afinal, pessoas mal amadas nunca se definem ridículas, mas sérias, céticas e impassíveis. Espero que você, que eventualmente me leu, me ache ridículo e se ache ridículo. Do contrário, seremos mais duas dos milhares de pessoas mal-amadas que julgam os outros ridículos.

*Publicado originalmente na coluna Ficções, Caderno Tem!, do Oeste Notícias (Presidente Prudente – SP) de 28 de outubro de 2011.

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

O Teatro Vila Velha apresenta "A cena tá preta"

Em novembro, o Vila propõe uma programação voltada para o Teatro Negro


Amêsa

No mês da Consciência Negra o Teatro Vila Velha abre seus espaços para darvisibilidade às artes cênicas de matriz afrodescendente. Com uma programação dedicada ao debate sobre o Teatro Negro no Brasil, o Vila, O Bando de Teatro Olodum, A Outra Cia de Teatro, a Cia. Nata de Teatro e o Vila da Música organizaram uma programação com entrevistas, espetáculos e música nos espaçosda casa.

Para Chica Carelli, diretora do Bando de Teatro Olodum, A Cena Tá Preta surge como um espaço para discussão e difusão do teatro negro no Brasil. “Nós dispomos de um teatro que tem um projeto de vida baseado na formação e acessibilidade, e abriga um dos mais importantes grupos de teatro negro que é o Bando. Sabemos das dificuldades que se apresentam aos artistas que têm grupos de Teatro Negro e resolvemos montar uma programação que desse visibilidade e que discutisse essas questões”, afirma.

O Bando de Teatro Olodum organizou duas mesas redondas que prometem render boas discussões. No dia 16/11 (quarta), Fábio Santana, ator do Bando, será o mediador da mesa redonda "O Teatro de grupos Negros e sua produção" que vai contar coma participação de Fernanda Júlia, diretora do Grupo de Teatro Nata e Ângelo Flávio, ator, dramaturgo e diretor do grupo CAN (Coletivo Abdias Nascimento), além de um representante do Coletivo de Produtores do Subúrbio. Já na quarta seguinte, dia 23/11, a mesa "Políticas Públicas para o Teatro Negro" será mediada pela socióloga e ativista do Movimento de Mulheres Negras Vilma Reis.

Dando continuidade ao seu projeto de memória e registro, A Outra Cia de Teatro apresenta o “Memorial Brasil de Artes Cênicas - Circuito de Entrevistas”, onde personalidades baianas que desenvolvem trabalhos cênicos com foco no negro e nas referências de matriz africana serão entrevistadas no palco do Cabaré dos Novos. O evento contará com transmissão ao vivo através da TV Vila e do site do projeto.

O Vila da Música também embarca na programação e traz o cantor, compositor e berimbalista Mestre Lourimbau. Na ocasião, o artista vai mostrar as principais músicas do seu CD “A Arte de Mestre Lourimbau”, onde comenta aspectos da sua carreira e destila uma fusão única de capoeira, MPB e jazz acompanhado por Ivan Bastos (baixo), Paulo Mucci (guitarra) e Giba Conceição (percussão).

Para compor a programação, o Teatro Vila Velha contou coma participação dos artistas. “Esse ano não conseguimos patrocínio, mas mesmo assim o teatro decidiu realizar a mostra por entender a importância de colocarno calendário baiano um evento como este”, diz Carelli. Os espetáculos que serão apresentados são “As feministas de Muzenza – uma comédia afro-baiana” que tem texto de Cleise Mendes e HaydilLinhares; “Iauretê”, do Grupo de Teatro Palmares Iñaron; “Amêsa”, um monólogo com narrativa simbólica que reflete a conjunção da recente guerra civil angolana; Siré Obá - A festa do rei, que celebra as divindades africanas e “Cabaré da Rrrrraça”, que segue em temporada contínua sempre às terças. “Temos grupos com características bem diferentes, o que torna ainda mais interessante A Cena Tá Preta”, conclui.


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As Feministas de Muzenza – Uma comédia afro-baiana
Direção: Luís Bandeira

O espetáculo é uma comédia política, hilariante e inteligente, escrito por Cleise Mendes e Haydil Linhares e dirigido por Luis Bandeira.

A história se passa na cidade de Muzenza, onde um grupo de mulheres se unem para fazer um movimento feminista e avaliam o comportamento machista no crescimentoturístico da cidade, porém encontram resistência de outras mulheres da própria comunidade que defendem os homens para desespero do Padre Alípio e do seusacristão Francelino.

5 e 6/11 | sáb e dom | 18h
R$ 20 e 10
Cabaré dos Novos
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Cabaré da Rrrrraça
Bando de Teatro Olodum | Direção: Marcio Meirelles

Um dos realizadores d´A Cena Tá Preta, o Bando de Teatro Olodum apresenta o espetáculo “Cabaré da Rrrrraça”, sempre às terças, na Sala Principal do Teatro Vila Velha. Criado em 97, o espetáculo é um dos maiores sucessos do grupo e discute a questão racial com inteligência, humor, música e dança.

Dirigida por Marcio Meirelles, a peça levanta discussões bem humoradas sobre negritude, racismo e a participação do negro no mercado de consumo, por meio depersonagens que já caíram no gosto popular, como o “Patrocinado”, a cantora“Flávia Karine” e o “Super Negão”.

Interprete da personagem “Flávia Karine” desde a criação de Cabaré, Auristela Sá entende que, apesar da pouca e sutil mudança no espetáculo, ele ainda se faz necessário. “É uma pena que a gente ainda sinta a necessidade e importância de apresentá-lo, que a gente ainda escute os depoimentos com exemplos de racismo. Seria melhor que ele fosse só artístico e não tão pessoal”, diz.

De acordo com Chica Carelli, Cabaré surgiu em um momento de crise. “O elenco estava cansado de ser mal interpretado, de ouvir coisas negativas e, principalmente, com a falta de dinheiro e de apoio.Conversamos muito e então surgiu a vontade de fazer algo diferente do quevínhamos fazendo”, conta a co-diretora do espetáculo.

A mudança se fez necessária e de certa forma radical. Ao invés de colocar no palco o povo pobre e sofrido do Pelourinho ou de outra periferia da cidade, o Bando queria continuar debatendo o racismo, mas por outro viés. “Marcio Meirelles queria falar do negro como consumidor e objeto de consumo através de personagens que mostram o negro que anda arrumado, sai nas capas das revistas, o negro fashion”, explica Chica.

Cabaré da Rrrrraça mudou a estética dos espetáculosdo Bando e também mudou a postura dos atores perante a sociedade. “Hoje eu sinto uma mudança muito forte nos atores. A gente sempre saía depois das apresentações e continuava discutindo o assunto. Acho que essa mudança também é vista no público que assiste ao espetáculo”, afirma Auristela.

Parte importante do espetáculo, os depoimentosdados pelo público ao longo da apresentação, trazem o que é dito pelos atores auma esfera pessoal e próxima de cada um. “Cabaré já foi apresentado em diversas cidades do Brasil e também em Portugal e Angola e os depoimentos são “iguais”, o que acontece aqui, acontece lá também. Lembro de um depoimento de uma moça no Rio de Janeiro que contou que uma professora da PUC entrou na sala, olhou pra ela e disse: ‘Nossa, como a PUC baixou o nível”, relata.

Outro destaque do espetáculo são os figurinos especiais usados pelos personagens e músicos em cena. Eles são assinados por um grande time de estilistas baianos. Para essa temporada o Bando vai se apresentar com o figurino preto.

Contatos:
Auristela Sá – (71) 3083-4620

08 a 29/11| ter | 20h
R$ 30 e 15
Sala Principal
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Iauretê
Teatro | Grupo de Teatro Palmares Iñaron

A peça aborda as questões ancestrais e atuais dos povos indígenas do Brasil e aponta uma possibilidade determinante de se refletir sobre estas questões no âmbito da educação e da produção do conhecimento nos níveis fundamental e médio do sistema de ensino.

O espetáculo IAURETÊ marca os 33 anos do Grupo de Teatro Palmares Iñaron. A peça é uma livre adaptação do conto Meu Tio O Iauaretê de Guimarães Rosa e da obra literária Maíra de Darcy Ribeiro e cruza as histórias de dois personagens: Oxim um místico caboclo onceiro, interpretado por Victor Kizza (Barrela, Uma Mulher Vestida de Sol) e Mehín Índio que ganha vida com a interpretação de Maria Janaína (Água que Lava Alma) e revela a ancestralidade e os impactos da colonização capitalista nos povos indígenas brasileiros. IAURETÊ é adaptado e dirigido por Lia Spósito (Macunaíma, Cangaço, O Trem Baiano) e ainda conta com a direção musical de Bira Reis e a orientação artística de Antônio Godi.

O espetáculo foi premiado no FIT – Festival Nacional Ipitanga de Teatro na edição 2010 com o Troféu de Melhor Ator para Victor Kizza. Este festival de caráter nacional é realizado no município de Lauro de Freitas/BA ao longo de 05 (cinco) edições e vem ganhando expressividade, representando o movimento cultural de Lauro de Freitas por todo o Brasil. Ainda, o espetáculo IAURETÊ foi um dos grandes representantes da Bahia e do nordeste no Festival de Curitiba 2011.

IAURETÊ estreou em outubro de 2010 e desde então vem realizando temporadas de apresentações e participando de festivais artístico-culturais na Bahia e no Brasil.

Contatos
Victor Kizza – (71) 9188-3292 / victorkizza@gmail.com


Heloisa

Jorge – (71) 8758-0422 / heloisa_angolana@hotmail.com

09/11| qua | 20h
R$20 e 10
Cabaré dos Novos

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Memorial Brasil de Artes Cênicas – Circuito de Entrevistas

Nos dias 07 e 21 de novembro, A Outra Companhia de Teatro promove o Circuito de Entrevistas com artistas e grupos negros da Bahia, dando continuidade a seu projeto de memória e registro: Memorial Brasil de Artes Cênicas – Cena Nordestina.

Após entrevistar artistas e coletivos como Chica Carelli (BA), João Lima (BA), Fernando Yamamoto (RN), Raimundo Matos Leão (BA), GrupoBagaceira de Teatro (CE), Cia Nata de Teatro (BA) e a Cia Teatro da Queda (BA), o grupo propõe entrevistar personalidades baianas que desenvolvem trabalhos cênicos com foco no negro e nas referências de matriz africana, em virtude da celebração do mês da consciência negra.

As entrevistas acontecerão no Cabaré dos Novos do Teatro Vila Velha, às 19h, sendo transmitidas ao vivo através da TV Vila e do site do projeto: www.memorialbrasildeartescenicas.com.br, ampliando o alcance dopúblico que poderá participar presencialmente ou enviando perguntas online. A entrada será gratuita.

Contemplado com o Prêmio BNB de Cultura 2011, do Banco do Nordeste em parceria com o BNDES, o Memorial Brasil de Artes Cênicas propõe acriação de uma página virtual para a difusão da trajetória de profissionais das artes cênicas da região Nordeste, disponibilizada através de um perfil com fotografias, vídeos, textos e imagens dos mesmos.

Contatos:
Luiz Antônio Jr. – (71) 8849- 9308
Roquildes Junior – (71) 8811-4081
A Outra: aoutra@gmail.com| (71) 3083-4600

07 e21/11 | seg | 19h
Gratuito
Cabarédos Novos
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O Teatro de Grupos Negros e sua Produção
Mesa redonda – Bando de Teatro Olodum

Mediador: FábioSantana – ator do Bando de Teatro Olodum
A mesa será composta por: Fernanda Júlia, diretora do Grupo de Teatro Nata; Ângelo Flávio, ator, dramaturgo e diretor do grupo CAN (Coletivo Abdias Nascimento); Um representante do Coletivo de Produtores do Subúrbio.

16/11 |qua | 19h
Gratuito
Cabarédos Novos
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Mestre Lourimbau
Vila daMúsica

No próximo dia 17 de novembro, no Teatro Vila Velha, Mestre Lourimbau mostra as principais músicas do seu CD “A Arte de Mestre Lourimbau”. Na ocasião, Mestre Lourimbau, que é, além de cantor, compositor eberimbalista, comenta aspectos da sua carreira e destila uma fusão única de capoeira, MPB e jazz acompanhado por Ivan Bastos (baixo), Paulo Mucci (guitarra)e Giba Conceição (percussão).

Gravado ao vivo no Teatro Vila Velha, o CD tem onze faixas, sendo que dez delas são de sua autoria ou parcerias com Djalma Araújo, Antonio Carlos e Ivan Bastos. Gravado em abril de 97, o show contou com o acompanhamento de Bau Carvalho (guitarra), Ivan Bastos (baixo) e Gilmar Gomes(percussão), sempre procurando rearmonizar os trabalhos em cima da base do berimbau.

Lista Amiga: basta enviar um e-mail paraviladamusica@teatrovilavelha.com.br, colocando no assunto “Vila da Música”, como nome completo, e assim, poderá pagar meia-entrada em todos os shows do mês! Só precisa mandar o nome uma vez, pois faremos uma única lista e o nome estará disponível em qualquer um dos shows. Os nomes serão aceitos até as 17h do dia de cada show.

Contato:
AntonioNykiel – (71) 9987 4375

17/11 |qui | 20h
R$ 20 e10
Cabarédos Novos
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Políticas Públicaspara o Teatro Negro
Mesa redonda – Bando de Teatro Olodum

Mediadora: Vilma Reis - socióloga e ativista do Movimento de Mulheres Negras

23/11 |qua | 19h
Gratuito
Cabaré dos Novos
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Amêsa
Teatro | Direção:Suelma Costa

O espetáculo Amêsa é baseado no texto “Amêsa ou a Canção do Desespero” do dramaturgo angolano José Mena Abrantes, com direção artísticade Suelma Costa e interpretação de Heloisa Jorge – atriz angolana radicada noBrasil. A peça está de volta a Salvador/BA depois de circular por alguns estados brasileiros e de uma temporada de apresentações em Luanda, capital de Angola - África.

O texto que inspira o espetáculo parte de uma narrativa simbólica que reflete a conjunção da recente guerra civil angolana (1975-2002) através das memórias da personagem Amêsa - esta que apresenta sua própria história embarcando em um rio de lembranças por uma intensa busca pela sua identidade.

 A peça representoua Bahia no Festival de Teatro de Curitiba 2009, no qual colheu retornos positivos de público e crítica. No mesmo ano, a convite do autor do texto, o dramaturgo angolano José Mena Abrantes, o espetáculo foi para Angola e realizou um total de 09 apresentações na capital de Angola, Luanda.

A peça participou, ainda, do Festival do Teatro Brasileiro- Cena Baiana no Ceará, no qual percebeu uma receptividade significativa, observada durante as rodas de bate-papo com estudantes e professores das escolas públicas de Fortaleza, promovidos pela produção do festival. Já naBahia, a peça foi premiada no FIT-Festival Nacional de Teatro de Ipitanga, nas categorias de melhor atriz (Heloisa Jorge), melhor texto (José Mena Abrantes) emelhor iluminação (Everton Machado) em 2009.

Contato:
Heloisa Jorge – (71) 8758-0422 / 9266-8644


heloisajp.jorge@gmail.com


30/11 |qua | 20h
R$ 20 e10
Cabaré dos Novos
  

Serviços
Bilheteria: Segunda a sexta das 14 às18h quando tem espetáculo. Nos finais de semana 2h antes do espetáculo. A carteira de estudante deve ser apresentada no ato da compra.
Reserva de ingresso: 71 3083-4600
Acessibilidade: O Teatro Vila Velha conta com rampa de acesso e espaços reservados para pessoas com dificuldade delocomoção.
Estacionamento: O Passeio Público conta com um amplo espaço para estacionamento. Acesso pelo Largo dos Aflitos ou, em dias de espetáculo, pela Avenida Sete de Setembro. 
Solicitação de pauta: pauta@teatrovilavelha.com.br

microficções

 O selo 3x4 | microficções, da editora Multifoco/RJ, lançou no dia 22 de outubro o seu 14º título. Trata-se do livro Insólito - microalucinações, do paulista Paulo Fodra (www.paulofodra.com.br). 
A obra reúne mais de uma centena de microcontos nos quais prevalecem o espanto, o terror e a ironia.

Confira as fotos do lançamento:

http://www.editoramultifoco.com.br/tresporquatro


O selo 3x4 teve sua estreia em março de 2010 com o livro "Prometo ser breve", do escritor paulista Wilson Gorj [editor].  De lá para cá,  mais treze livros de micronarrativas entraram no catálogo.

Os outros 12 títulos são:  Estranhos muito íntimos, do mineiro Márcio Almeida, Nem mesmo os passarinhos tristes, de Mayrant Gallo (Bahia), Bonsais Atômicos, Denison Mendes (RS), A segunda sombra, do romancista Carlos Barbosa (BA), O olho da fechadura, da carioca Angela Schnoor, Fractais, de Sílvio Vasconcellos (RS), Contos à queima-roupa, de Arth Silva (MG),  Microcosmos, de Beatriz Funári (SP), Tesselário, de Geraldo Lima (DF), Minúcias poéticas, de Lúcio Mauro DIAS (SP), No Mínimo isso, do paulista André Luís Gabriel, e Sobre o jardim e outras promessas, de Mário Cedrez (RS).
 
   :: Para os próximos meses estão programadas outras publicações.

   * Conheça os autores do selo, acessando:
   http://www.editoramultifoco.com.br/tresporquatro/

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Ao som de violoncelos...

 Os irmãos gêmeos Paulo e Ricardo Santoro dão o tom da música erudita nesta sexta-feira – 28 de outubro – na Biblioteca Popular de Botafogo. Virtuoses do violoncelo no Brasil, eles apresentam o “Concerto de primavera”, que tem edições mensais dentro do projeto Estação Pensamento e Arte. Paulo e Ricardo Santoro, ou Duo Santoro, fazem parte da OSB e da Orquestra Sinfônica da UFRJ. Os recitais dos quais já participaram incluem estilos ecléticos, indo do erudito ao popular, além de clássico, romântico e moderno. A entrada para o concerto, que acontece a partir das 19h, é gratuita. A Biblioteca Popular de Botafogo fica na Rua Farani, 53.


Duo Santoro


terça-feira, 25 de outubro de 2011

Cursos: Projeto Cultura

- Turmas de novembro -
ProjetoCultura abre inscrições para novos cursos

O espaço cultural Projeto Cultura,  em parceria com a  Fundação Ema Klabin, está com as inscrições abertas para vários cursos, de curta duração, que se iniciam em novembro.  Com linguagem acessível e atual, as aulas serão ministradas por conceituados especialistas na própria Fundação, em um espaço privilegiado no Jardim Europa. O Projeto Cultura fica na Rua Portugal, 43 - Jardim Europa, São Paulo. Informações: 3081-5845/2339.0767 ou no site http://www.projetocultura.com.br/

DRAGONETTE E CROSSOVER TOCAM NA QUARTA EDIÇÃO DO RIO HOUSE MUSIC

Este ano, evento acontece no Pier Mauá, no sábado, dia 5 de novembro

Dragonette e Crossover são as principais atrações da Rio House Music 2011, que conta ainda com o warm up do DJ João Paulo e DJ set de Paula Pedroza. A quarta edição do evento será realizada no Armazém 2 do Pier Mauá, no Rio de Janeiro, no sábado, dia 5 de novembro, a partir das 23h, pelas produtoras Zerotrês, Emociona e DHP.

As edições anteriores da festa reuniram cerca de três mil pessoas, mas este ano a expectativa é que este número aumente para quatro mil, graças à mudança do evento para o amplo Pier Mauá. O segredo do sucesso, entretanto, continua o mesmo: música de primeira linha e vista maravilhosa!

Apadrinhada pelo Duran Duran no início de sua carreira, a banda canadense Dragonette é formada por Martina Sorbara (cantora e compositora), Dan Kurtz (baixista e produtor) e Joel Stouffer (baterista), que misturam electropop, New Wave e synthpop. Criada em 2005, logo foi convidada para abrir shows dos ingleses, o que lhe abriu caminho para apresentações próprias em festivais e casas noturnas e, posteriormente, no YouTube, no qual fizeram sucesso clipes das músicas “Jesus Doesn’t Love Me” e “I Get Around”.

A banda já lançou dois álbuns, mas seu maior sucesso é “Hello”, composta este ano pelo francês Martin Solveig, DJ e produtor de música eletrônica. A faixa gravada pelo trio foi destaque em comercial da Trident e é o mais bem sucedido single de Solveig até hoje, chegando ao primeiro lugar na Áustria, Bélgica, República Checa e Holanda, além de figurar entre os Top 10 em mais de dez países e alcançar o número 1 da parada Hot Dance, nos Estados Unidos.

Outra atração de peso do Rio House Music este ano é a dupla Crossover, formada pelo músico instrumentista e arranjador Amon-Rá Lima e pelo DJ e produtor Júlio Torres. O projeto, que incorpora a sonoridade erudita do violino à música eletrônica, ganhou identidade e admiração do público e já agita pistas das principais casas noturnas do país. Juntos há mais de seis anos, as pick ups do DJ e o violino de Amon produzem um som único, que conquistou o público.

- No início, as pessoas param de dançar e olham surpresas, mas depois a pista ‘bomba’! Começamos meio ‘trip hop’, com 100 batidas por minuto e chocamos o público. Aos poucos, o projeto foi crescendo, até chegarmos ao palco principal do Skol Beats 2006 e às mais importantes casas do país – conta Amon-Rá.

A ousadia e experiência da dupla – que já lhe rendeu o Prêmio de Destaque 2006 da Cool Magazine e apresentação com Orquestra Sinfônica regida por Júlio Medaglia – em breve deve virar CD, com participações especiais de Sandy e Kika Willcox.

Artista inovadora e dona de uma mente criativa que encanta com suas batidas nas pistas ou em estúdio, Paula Pedroza estabeleceu sua carreira profissional em Nova York, onde tocou nos principais clubs da cidade. Hoje, ela é residente da Pacha Brasil e recentemente ganhou o Prêmio DJ Revelação, pela Cool Magazine. Paula já tocou no Oasis (Tunísia), Avalon (Hollywood), The Estate (Boston), Pacha (Buenos Aires), Pacha (Munique), The box (Viena), chamando atenção por seu carisma e sintonia impressionante com o público. Duas de suas faixas foram escolhidas pelos produtores internacionais Sasha e Tom Novy, respectivamente, para programa de rádio de Pete Tong e compilação do selo Global Underground.

João Paulo teve seu primeiro contato com a música eletrônica aos 15 anos na boate Dr. Smith, clube carioca conhecido por trazer os principais DJs internacionais ao Rio de Janeiro. Doze anos se passaram até João Paulo começar a tocar e tornar-se residente das festas cariocas Bootleg, mi.ni.ma e Rio House Music, além de clubs como Boox. Seu estilo varia entre o deep house e o house. Com sete anos de estrada, João Paulo participou dos festivais Creamfields Rio de Janeiro, Chemical Music Festival e Ipanema Stereo Beach e atualmente conduz o selo “Quebra Coco Media”, com seu irmão Roberto.

Rio House Music é uma parceria entre três empresas de marketing promocional, eventos e entretenimento: a Zerotrês Marketing Promocional, a Emociona Entretenimento e a DHP Produções e Eventos. Além de terem criado e produzido as três primeiras edições do Rio House Music, a trinca promoveu o projeto Torcida Brasil Hexa 2010, com shows de atrações nacionais após a exibição dos jogos do Brasil em telão, na Marina da Glória, e promete repetir a dose em 2014.

SERVIÇO: RIO HOUSE MUSIC 2011 – http://www.riohousemusic.com.br/
LOCAL: Armazém 2 do Pier Mauá – Rio de Janeiro
ENDEREÇO: Av. Rodrigues Alves, 10
DATA: 5 de novembro de 2011, das 23h às 7h
TELEFONE: (21) 2516-2618
VALET PARKING NO LOCAL
PREÇOS DE MEIA ENTRADA:
PISTA: R$ 45,00 FEMININO E R$ 55,00 MASCULINO
BACKSTAGE: R$ 70,00 FEMININO E R$ 90,00 MASCULINO

crossover

Dragonette 2 - crédito: Nicho




segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Quem está cantando aí?

Por Maurício Limeira



Em 5 de abril de 1941, véspera do ataque alemão à Iugoslávia, um grupo formado por um cantor, um velho, um simpatizante do nazismo, um tuberculoso e dois ciganos aguardam a chegada do ônibus que os levará a Belgrado. Caindo aos pedaços, o veículo segue aos trancos e barrancos pelas estradas de terra do interior da Sérvia. Com o acréscimo de um padre, um caçador e de um jovem casal, a viagem sofrerá vários percalços, com desvios e paradas causadas por bloqueios militares, pontes quebradas e um enterro, além das brigas entre os passageiros.

Misturando história, drama social e humor como se fosse uma boa comédia italiana, esse filme sérvio de Slobodan Sijan é uma grata supresa. Escrevi sobre ele aqui:

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Mário Costa de volta ao Brasil

    Reestreando em palcos brasileiros, o músico Mário Costa lança seu primeiro CD solo no Teatro Café Pequeno, nos dias 24 e 25 de outubro. Mário e sua música são resultados de uma mistura bem contemporânea de suingue com tempero cool, tons de Bossa Nova e arranjos sofisticados. O CD "Total Unknown" é resultado de anos de inquietação do músico, que estava afastado dos palcos, se dedicando à dublagem principalmente.

Mário Costa

   
 Mário,carioca radicado nos EUA, não vê a hora de tocar para os conterrâneos. Para a apresentação, ele sobe ao palco com um timaço de músicos: Fábio Girão (baixo), Newton Cardoso(teclados), Fernando Vidal (guitarra) e Sérgio Melo (bateria). No dia 25, recebe o auxílio luxuoso da pianista Delia Fischer.


  
 Teatro Café Pequeno (110 lugares). AvenidaAtaulfo de Paiva, 269, Leblon, 2294-4480. Segunda (24) e terça (25), 20h. R$ 30 (com direito ao CD). Bilheteria: 16h/21h (ter. a qui.); a partir das 16h (sex. a dom.)

 

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

49º Festival Villa-Lobos




Inscrições abertas!!!

‘Oficinas de Formação em Música de Câmera’ do 49º. Festival Villa-Lobos


De 11 a 27 de novembro acontece o 49º Festival Villa-Lobos, uma excelente oportunidade de aproximar a obra de Villa-Lobos do público. Com mais de 60 atrações, espalhadas pela cidade do Rio de Janeiro, o festival é único evento realizado na cidade que atende ao segmento de música brasileira, dando espaço para intérpretes, solistas e compositores.

Em 2011, o evento conta, pela primeira vez, com a parceria do INES (Instituto Nacional de Educação de Surdos), onde será realizado, mais uma vez o segmento pedagógico “IV FURNAS GERAÇÃO MUSICAL”, com as Oficinas de Formação em Música de Câmera, de 12 a 15 de novembro. Além disso, a grande novidade desta edição é o “Concurso de Música de Câmera” voltado para os grupos que se inscreverem nas oficinas.

Coordenado pelo músico Antonio Augusto, as aulas serão ministradas pelos grupos “Quinteto Villa-Lobos”, “Quarteto Radamés Gnattali” e “Art Metal Quinteto” e pela pianista Lúcia Barrenechea. Os alunos que se inscreverem nas oficinas poderão participar do “Concurso de Música de Câmera” e concorrer as três premiações, de R$ 5.000,00, R$ 4.000,00 e R$ 3.000,00, de 1º, 2º e 3º lugares respectivamente, e mais uma apresentação no evento em 2012.

As inscrições para as oficinas já estão abertas e podem ser feitas no site do evento www.fvl.art.br, por e-mail oficinasfvl@sarauagencia.com.br ou pelo telefone 2225-7069, até o dia 07 de novembro.
O resultado da seleção será divulgado no dia 11 de novembro, no site do festival.

‘IV FURNAS GERAÇÃO MUSICAL’ - Oficinas de Formação em Música de Câmera

De 12 a 15 de novembro
Local: INES (Instituto Nacional de Educação de Surdos)
Rua das Laranjeiras, 232 – Laranjeiras.
Tels.: 2285-7546/2285-7949
Professores:
Art Metal Quinteto (Jesse Sadoc e Wellington Gonçalves, trompetes; Antonio Augusto, trompa; João Luiz Areias, trombone e Eliezer Rodrigues, tuba)
Quinteto Villa-Lobos (Antonio Carrasqueira, flauta; Luis Carlos Justi, oboé; Paulo Sérgio Santos, clarinete; Aloysio Fagerlande, fagote e Philip Doyle, trompa)
Quarteto Radamés Gnattali (Carla Rincón e Andréia Carizzi, violinos; Fernando Thebaldi, viola e Hugo Pilger, cello)

Quem pode participar: estudantes de música, instrumentistas de sopros em geral, cordas friccionadas e dedilhadas, pianistas, cantores, compositores e arranjadores.

Objetivo do curso: fornecer conhecimento técnico-instrumental, prática de música em conjunto, práticas interpretativas e abordagens teórico-metodológicos sobre o repertório de música de câmera, em especial da música brasileira.

Programação e horários:
Dia 12 de novembro
10h30 às 13h e 14h30 às 18h - oficinas
20h - concerto Quinteto Villa-Lobos
Dia 13 de novembro
10h30 às 13h e 14h30 às 18h - oficinas
20h - concerto Art Metal Quinteto
Dia 14 de novembro
10h30 às 13h e 14h30 às 18h - oficinas
20h - concerto Quarteto Radamés Gnattali
Dia 15 de novembro
10h30 às 13h e 14h30 às 18h - oficinas
20h - Anúncio da premiação do Concurso de Música de Câmera e Concerto de encerramento das oficinas com professores e alunos
Homenagem ao clarinetista José Botelho pelos seus 80 anos de vida

terça-feira, 18 de outubro de 2011

Livros para baixar

Aproveitem esta oportunidade criada pelo Governo Federal: 

www.dominiopublico.gov.br

305 Livros grátis (vale a pena divulgar)


1. A Divina Comédia -Dante Alighieri
2. A Comédia dos Erros -William Shakespeare
3. Poemas de Fernando Pessoa -Fernando Pessoa
4. Dom Casmurro -Machado de Assis
5. Cancioneiro -Fernando Pessoa
6. Romeu e Julieta -William Shakespeare
7. A Cartomante -Machado de Assis
8. Mensagem -Fernando Pessoa
9. A Carteira -Machado de Assis
10. A Megera Domada -William Shakespeare
11. A Tragédia de Hamlet, Príncipe da Dinamarca -William Shakespeare
12. Sonho de Uma Noite de Verão -William Shakespeare
13. O Eu profundo e os outros Eus. -Fernando Pessoa
14. Dom Casmurro -Machado de Assis
15.. Do Livro do Desassossego -Fernando Pessoa
16. Poesias Inéditas -Fernando Pessoa
17. Tudo Bem Quando Termina Bem -William Shakespeare
18. A Carta -Pero Vaz de Caminha
19. A Igreja do Diabo -Machado de Assis
20. Macbeth -William Shakespeare
21. Este mundo da injustiça globalizada -José Saramago
22. A Tempestade -William Shakespeare
23. O pastor amoroso -Fernando Pessoa
24. A Cidade e as Serras -José Maria Eça de Queirós
25. Livro do Desassossego -Fernando Pessoa
26. A Carta de Pero Vaz de Caminha -Pero Vaz de Caminha
27. O Guardador de Rebanhos -Fernando Pessoa
28. O Mercador de Veneza -William Shakespeare
29. A Esfinge sem Segredo -Oscar Wilde
30. Trabalhos de Amor Perdidos -William Shakespeare
31. Memórias Póstumas de Brás Cubas -Machado de Assis
32. A Mão e a Luva -Machado de Assis
33. Arte Poética -Aristóteles
34. Conto de Inverno -William Shakespeare
35. Otelo, O Mouro de Veneza -William Shakespeare
36. Antônio e Cleópatra -William Shakespeare
37. Os Lusíadas -Luís Vaz de Camões
38. A Metamorfose -Franz Kafka
39. A Cartomante -Machado de Assis
40. Rei Lear -William Shakespeare
41. A Causa Secreta -Machado de Assis
42. Poemas Traduzidos -Fernando Pessoa
43. Muito Barulho Por Nada -William Shakespeare
44. Júlio César -William Shakespeare
45. Auto da Barca do Inferno -Gil Vicente
46. Poemas de Álvaro de Campos -Fernando Pessoa
47. Cancioneiro -Fernando Pessoa
48. Catálogo de Autores Brasileiros com a Obra em Domínio Público -Fundação Biblioteca Nacional
49. A Ela -Machado de Assis
50. O Banqueiro Anarquista -Fernando Pessoa
51. Dom Casmurro -Machado de Assis
52. A Dama das Camélias -Alexandre Dumas Filho
53. Poemas de Álvaro de Campos -Fernando Pessoa
54. Adão e Eva -Machado de Assis
55. A Moreninha -Joaquim Manuel de Macedo
56. A Chinela Turca -Machado de Assis
57. As Alegres Senhoras de Windsor -William Shakespeare
58. Poemas Selecionados -Florbela Espanca
59. As Vítimas-Algozes -Joaquim Manuel de Macedo
60. Iracema -José de Alencar
61. A Mão e a Luva -Machado de Assis
62. Ricardo III -William Shakespeare
63. O Alienista -Machado de Assis
64. Poemas Inconjuntos -Fernando Pessoa
65. A Volta ao Mundo em 80 Dias -Júlio Verne
66. A Carteira -Machado de Assis
67. Primeiro Fausto -Fernando Pessoa
68. Senhora -José de Alencar
69. A Escrava Isaura -Bernardo Guimarães
70. Memórias Póstumas de Brás Cubas -Machado de Assis
71. A Mensageira das Violetas -Florbela Espanca
72. Sonetos -Luís Vaz de Camões
73. Eu e Outras Poesias -Augusto dos Anjos
74. Fausto -Johann Wolfgang von Goethe
75. Iracema -José de Alencar
76. Poemas de Ricardo Reis -Fernando Pessoa
77. Os Maias -José Maria Eça de Queirós
78. O Guarani -José de Alencar
79. A Mulher de Preto -Machado de Assis
80. A Desobediência Civil -Henry David Thoreau
81. A Alma Encantadora das Ruas -João do Rio
82. A Pianista -Machado de Assis
83. Poemas em Inglês -Fernando Pessoa
84. A Igreja do Diabo -Machado de Assis
85. A Herança -Machado de Assis
86. A chave -Machado de Assis
87. Eu -Augusto dos Anjos
88. As Primaveras -Casimiro de Abreu
89. A Desejada das Gentes -Machado de Assis
90. Poemas de Ricardo Reis -Fernando Pessoa
91. Quincas Borba -Machado de Assis
92. A Segunda Vida -Machado de Assis
93. Os Sertões -Euclides da Cunha
94. Poemas de Álvaro de Campos -Fernando Pessoa
95. O Alienista -Machado de Assis
96. Don Quixote. Vol. 1 -Miguel de Cervantes Saavedra
97. Medida Por Medida -William Shakespeare
98. Os Dois Cavalheiros de Verona -William Shakespeare
99. A Alma do Lázaro -José de Alencar
100. A Vida Eterna -Machado de Assis
101. A Causa Secreta -Machado de Assis
102. 14 de Julho na Roça -Raul Pompéia
103. Divina Comedia -Dante Alighieri
104. O Crime do Padre Amaro -José Maria Eça de Queirós
105. Coriolano -William Shakespeare
106. Astúcias de Marido -Machado de Assis
107. Senhora -José de Alencar
108. Auto da Barca do Inferno -Gil Vicente
109. Noite na Taverna -Manuel Antônio Álvares de Azevedo
110. Memórias Póstumas de Brás Cubas -Machado de Assis
111. A 'Não-me-toques' ! -Artur Azevedo
112. Os Maias -José Maria Eça de Queirós
113. Obras Seletas -Rui Barbosa
114. A Mão e a Luva -Machado de Assis
115. Amor de Perdição -Camilo Castelo Branco
116. Aurora sem Dia -Machado de Assis
117. Édipo-Rei -Sófocles
118. O Abolicionismo -Joaquim Nabuco
119. Pai Contra Mãe -Machado de Assis
120. O Cortiço -Aluísio de Azevedo
121. Tito Andrônico -William Shakespeare
122. Adão e Eva -Machado de Assis
123. Os Sertões -Euclides da Cunha
124. Esaú e Jacó -Machado de Assis
125. Don Quixote -Miguel de Cervantes
126. Camões -Joaquim Nabuco
127. Antes que Cases -Machado de Assis
128. A melhor das noivas -Machado de Assis
129. Livro de Mágoas -Florbela Espanca
130. O Cortiço -Aluísio de Azevedo
131. A Relíquia -José Maria Eça de Queirós
132. Helena -Machado de Assis
133. Contos -José Maria Eça de Queirós
134. A Sereníssima República -Machado de Assis
135. Iliada -Homero
136. Amor de Perdição -Camilo Castelo Branco
137. A Brasileira de Prazins -Camilo Castelo Branco
138. Os Lusíadas -Luís Vaz de Camões
139. Sonetos e Outros Poemas -Manuel Maria de Barbosa du Bocage
140. Ficções do interlúdio: para além do outro oceano de Coelho Pacheco. -Fernando Pessoa
141. Anedota Pecuniária -Machado de Assis
142. A Carne -Júlio Ribeiro
143. O Primo Basílio -José Maria Eça de Queirós
144. Don Quijote -Miguel de Cervantes
145. A Volta ao Mundo em Oitenta Dias -Júlio Verne
146. A Semana -Machado de Assis
147. A viúva Sobral -Machado de Assis
148. A Princesa de Babilônia -Voltaire
149. O Navio Negreiro -Antônio Frederico de Castro Alves
150. Catálogo de Publicações da Biblioteca Nacional -Fundação Biblioteca Nacional
151. Papéis Avulsos -Machado de Assis
152. Eterna Mágoa -Augusto dos Anjos
153. Cartas D'Amor -José Maria Eça de Queirós
154. O Crime do Padre Amaro -José Maria Eça de Queirós
155. Anedota do Cabriolet -Machado de Assis
156. Canção do Exílio -Antônio Gonçalves Dias
157. A Desejada das Gentes -Machado de Assis
158. A Dama das Camélias -Alexandre Dumas Filho
159. Don Quixote. Vol. 2 -Miguel de Cervantes Saavedra
160. Almas Agradecidas -Machado de Assis
161. Cartas D'Amor - O Efêmero Feminino -José Maria Eça de Queirós
162. Contos Fluminenses -Machado de Assis
163. Odisséia -Homero
164. Quincas Borba -Machado de Assis
165. A Mulher de Preto -Machado de Assis
166. Balas de Estalo -Machado de Assis
167. A Senhora do Galvão -Machado de Assis
168. O Primo Basílio -José Maria Eça de Queirós
169. A Inglezinha Barcelos -Machado de Assis
170. Capítulos de História Colonial (1500-1800) -João Capistrano de Abreu
171. CHARNECA EM FLOR -Florbela Espanca
172. Cinco Minutos -José de Alencar
173. Memórias de um Sargento de Milícias -Manuel Antônio de Almeida
174. Lucíola -José de Alencar
175. A Parasita Azul -Machado de Assis
176. A Viuvinha -José de Alencar
177. Utopia -Thomas Morus
178. Missa do Galo -Machado de Assis
179. Espumas Flutuantes -Antônio Frederico de Castro Alves
180. História da Literatura Brasileira: Fatores da Literatura Brasileira -Sílvio Romero
181. Hamlet -William Shakespeare
182. A Ama-Seca -Artur Azevedo
183. O Espelho -Machado de Assis
184. Helena -Machado de Assis
185. As Academias de Sião -Machado de Assis
186. A Carne -Júlio Ribeiro
187. A Ilustre Casa de Ramires -José Maria Eça de Queirós
188. Como e Por Que Sou Romancista -José de Alencar
189. Antes da Missa -Machado de Assis
190. A Alma Encantadora das Ruas -João do Rio
191. A Carta -Pero Vaz de Caminha
192. LIVRO DE SÓROR SAUDADE -Florbela Espanca
193. A mulher Pálida -Machado de Assis
194. Americanas -Machado de Assis
195. Cândido -Voltaire
196. Viagens de Gulliver -Jonathan Swift
197. El Arte de la Guerra -Sun Tzu
198. Conto de Escola -Machado de Assis
199. Redondilhas -Luís Vaz de Camões
200. Iluminuras -Arthur Rimbaud
201. Schopenhauer -Thomas Mann
202. Carolina -Casimiro de Abreu
203. A esfinge sem segredo -Oscar Wilde
204. Carta de Pero Vaz de Caminha. -Pero Vaz de Caminha
205. Memorial de Aires -Machado de Assis
206. Triste Fim de Policarpo Quaresma -Afonso Henriques de Lima Barreto
207. A última receita -Machado de Assis
208. 7 Canções -Salomão Rovedo
209. Antologia -Antero de Quental
210. O Alienista -Machado de Assis
211. Outras Poesias -Augusto dos Anjos
212. Alma Inquieta -Olavo Bilac
213. A Dança dos Ossos -Bernardo Guimarães
214. A Semana -Machado de Assis
215. Diário Íntimo -Afonso Henriques de Lima Barreto
216. A Casadinha de Fresco -Artur Azevedo
217. Esaú e Jacó -Machado de Assis
218. Canções e Elegias -Luís Vaz de Camões
219. História da Literatura Brasileira -José Veríssimo Dias de Matos
220. A mágoa do Infeliz Cosme -Machado de Assis
221. Seleção de Obras Poéticas -Gregório de Matos
222. Contos de Lima Barreto -Afonso Henriques de Lima Barreto
223. Farsa de Inês Pereira -Gil Vicente
224. A Condessa Vésper -Aluísio de Azevedo
225. Confissões de uma Viúva -Machado de Assis
226. As Bodas de Luís Duarte -Machado de Assis
227. O LIVRO D'ELE -Florbela Espanca
228. O Navio Negreiro -Antônio Frederico de Castro Alves
229. A Moreninha -Joaquim Manuel de Macedo
230. Lira dos Vinte Anos -Manuel Antônio Álvares de Azevedo
231. A Orgia dos Duendes -Bernardo Guimarães
232. Kamasutra -Mallanâga Vâtsyâyana
233. Triste Fim de Policarpo Quaresma -Afonso Henriques de Lima Barreto
234. A Bela Madame Vargas -João do Rio
235. Uma Estação no Inferno -Arthur Rimbaud
236. Cinco Mulheres -Machado de Assis
237. A Confissão de Lúcio -Mário de Sá-Carneiro
238. O Cortiço -Aluísio Azevedo
239. RELIQUIAE -Florbela Espanca
240. Minha formação -Joaquim Nabuco
241. A Conselho do Marido -Artur Azevedo
242. Auto da Alma -Gil Vicente
243. 345 -Artur Azevedo
244. O Dicionário -Machado de Assis
245. Contos Gauchescos -João Simões Lopes Neto
246.. A idéia do Ezequiel Maia -Machado de Assis
247. AMOR COM AMOR SE PAGA -França Júnior
248. Cinco minutos -José de Alencar
249. Lucíola -José de Alencar
250. Aos Vinte Anos -Aluísio de Azevedo
251. A Poesia Interminável -João da Cruz e Sousa
252. A Alegria da Revolução -Ken Knab
253. O Ateneu -Raul Pompéia
254. O Homem que Sabia Javanês e Outros Contos -Afonso Henriques de Lima Barreto
255. Ayres e Vergueiro -Machado de Assis
256. A Campanha Abolicionista -José Carlos do Patrocínio
257. Noite de Almirante -Machado de Assis
258. O Sertanejo -José de Alencar
259. A Conquista -Coelho Neto
260. Casa Velha -Machado de Assis
261. O Enfermeiro -Machado de Assis
262. O Livro de Cesário Verde -José Joaquim Cesário Verde
263. Casa de Pensão -Aluísio de Azevedo
264. A Luneta Mágica -Joaquim Manuel de Macedo
265. Poemas -Safo
266. A Viuvinha -José de Alencar
267. Coisas que Só Eu Sei -Camilo Castelo Branco
268. Contos para Velhos -Olavo Bilac
269. Ulysses -James Joyce
270. 13 Oktobro 1582 -Luiz Ferreira Portella Filho
271. Cícero -Plutarco
272. Espumas Flutuantes -Antônio Frederico de Castro Alves
273. Confissões de uma Viúva Moça -Machado de Assis
274. As Religiões no Rio -João do Rio
275. Várias Histórias -Machado de Assis
276. A Arrábida -Vania Ribas Ulbricht
277. Bons Dias -Machado de Assis
278. O Elixir da Longa Vida -Honoré de Balzac
279. A Capital Federal -Artur Azevedo
280. A Escrava Isaura -Bernardo Guimarães
281. As Forças Caudinas -Machado de Assis
282. Coração, Cabeça e Estômago -Camilo Castelo Branco
283. Balas de Estalo -Machado de Assis
284. AS VIAGENS -Olavo Bilac
285. Antigonas -Sofócles
286. A Dívida -Artur Azevedo
287. Sermão da Sexagésima -Pe. Antônio Vieira
288. Uns Braços -Machado de Assis
289. Ubirajara -José de Alencar
290. Poética -Aristóteles
291. Bom Crioulo -Adolfo Ferreira Caminha
292. A Cruz Mutilada -Vania Ribas Ulbricht
293. Antes da Rocha Tapéia -Machado de Assis
294. Poemas Irônicos, Venenosos e Sarcásticos -Manuel Antônio Álvares de Azevedo
295. Histórias da Meia-Noite -Machado de Assis
296. Via-Láctea -Olavo Bilac
297. O Mulato -Aluísio de Azevedo
298. O Primo Basílio - José Maria Eça de Queirós
299. Os Escravos -Antônio Frederico de Castro Alves
300. A Pata da Gazela -José de Alencar
301. BRÁS, BEXIGA E BARRA FUNDA -Alcântara Machado
302. Vozes d'África -Antônio Frederico de Castro Alves
303.. Memórias de um Sargento de Milícias -Manuel Antônio de Almeida
304. O que é o Casamento? -José de Alencar
305. A Harpa do Crente -Vania Ribas Ulbricht


Boa leitura!

Pois bem. Uma bela biblioteca digital, desenvolvida em software livre, mas que está prestes a ser desativada por falta de acessos. Imaginem um lugar onde você pode gratuitamente:
·ver as grandes pinturas de Leonardo Da Vinci ;
· escutar músicas em MP3 de alta qualidade;
· ler obras de Machado de Assis Ou a Divina Comédia;
·ter acesso às melhores historinhas infantis e vídeos da TV ESCOLA
·e muito mais...
O Ministério da Educação disponibiliza tudo isso,basta acessar o site:

www.dominiopublico.gov.br

Só de literatura portuguesa são 732 obras!

Há quem diga que estamos em vias de perder tudo isso, pois haveria a destivação do projeto por desuso (o número de acesso é muito pequeno). Vamos tentar reverter essa situação, divulgando e incentivando amigos, parentes e conhecidos a utilizarem essa fantástica ferramenta de disseminação da cultura e do gosto pela leitura.

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

resultado do Concurso de Crônicas Laura Ferreira do Nascimento


A ACULTIM (Associação de Cultura e Turismo de Maracaí) e a ADPCIM (Associação de Defesa e Proteção do Patrimônio Público e dos Direitos do Cidadão de Maracaí) divulgaram no fim da tarde de sábado, 15 de outubro, o resultado do Concurso de Crônicas Laura Ferreira do Nascimento. Os nomes dos ganhadores podem ser conferidos no blog do evento:

http://concursosdecronicas.blogspot.com/2011/10/resultado-final.html

domingo, 16 de outubro de 2011

SALA FUNARTE SIDNEY MILLER 2011


Elton Medeiros e Velha Guarda da Mangueira, Hamilton de Holanda,
Trio Madeira Brasil, Tiê, Da Do, Maria Teresa Madeira, José Staneck,
 Rodrigo Maranhão,   Duo Santoro, Gilson Peranzzetta e  Silvia Machete
são alguns dos nomes que estarão no
Seis e Meia da Sala Funarte Sidney Miller

Com ingressos a preços populares, grandes artistas da música brasileira participarão da série de shows Som em 4 Tempos, que ocupará a Sala Funarte Sidney Miller, no Rio de Janeiro, entre os dias 28 de outubro e 10 de fevereiro de 2012.
Som em 4 Tempos trata da relação da música com o tempo, pelo viés cronológico e  pelas narrativas de artistas de diferentes gerações.  Serão 28  shows, que irão reabrir  o tradicional horário de Seis e Meia - com repertório do clássico ao popular - além de oito ações educacionais e culturais.
A série será dividida em quatro núcleos de programação:
Seis e Meia da Sala Funarte: todas as quintas e sextas, sendo as quintas para a música instrumental e as sextas para a MPB.
Som do  meio-dia: acontecerá ao meio-dia da última semana de cada mês, com espetáculos de música clássica e  popular.
Musiqueduque: serão atividades pedagógicas voltadas para a experiência musical. Oficinas comporão o programa, ao lado de performances que se utilizarão de sons como plataforma de ensino. Serão conduzidas por músicos com experiência em ações pedagógicas, para estudantes da rede pública de ensino. Sempre na segunda semana do mês.

Música e pensamento – série de encontros, que terá como objetivo a discussão e a reflexão sobre a música, em contextos e questionamentos diversos. Estão programados quatro encontros. (ESPECIFICAR DIAS)
A programação do Seis e Meia,  do projeto Som em 4 Tempos, começará com uma homenagem ao centenário de Nelson Cavaquinho, tendo como convidados a Velha Guarda da Mangueira e Elton Medeiros, no dia 28 de fevereiro (sexta-feira às 18h30). Marcelo Caldi comandará o show de encerramento, em 10 de fevereiro de 2012, com tributo ao  centenário de Luiz Gonzaga.


PROGRAMAÇÃO
1º EIXO CURADORIAL: MÚSICA, MEMÓRIA E NOSSA CIDADE
Dia 28 de outubro, sexta-feira, 18h30 – Abertura da temporada 2011 com Elton Medeiros e Velha Guarda da Mangueira. Homenagem ao centenário de Nelson Cavaquinho.

Dia 3 de novembro, quinta-feira, 14h – Concerto Didático Villa Lobos in Jazz.

Dia 3 de novembro, quinta-feira, 18h30 – Da Do: Quinteto Bossa’n Jazz. Lançamento do CD “Minha cidade”.

Dia 4 de novembro, sexta-feira, 18h30 – Áurea Martins.

Dia 10 de novembro, quinta-feira, 18h30 - Eli Joory e Maria Teresa Madeiras. Concerto de lançamento do CD “Tomara que chova”. Maria Teresa Madeira, piano.

Dia 11 de novembro, sexta-feira, 18h30 – Arranco de Varsóvia, com o show “Pãozinho de Açúcar – Arranco canta Martinho da Vila”.

Dia 17 de novembro, quinta-feira, 12h - Gabriel Improta, com o show de lançamento do CD “Entre” - participação especial de Luis Barcelos (bandolim) e Rodrigo Villa (baixo acústico).

Dia 17 de novembro, quinta-feira, 18h30 - Gilson Peranzzetta e Mauro Senise. Lançamento do CD e DVD “ Noel Rosa”.


2 º EIXO CURADORIAL: MÚSICA, POESIA E SUAS NARRATIVAS
Dia 18 de novembro, sexta-feira, 18h30 - Henrique Cazes e Cristina Buarque com o espetáculo: “Sem Tostão” - homenagem a Noel Rosa

Dia 24 de novembro, quinta-feira, 14h – Oficina de Literatura de Cordel - participação do repentista Miguel Bezerra.

Dia 24 de novembro, quinta-feira, 18h30 – Robertinho Silva.

Dia 25 de novembro, sexta-feira, 18h30 - Tim Rescala e Stella Miranda, com o espetáculo “Sete por dois”.

Dia 1 de dezembro, quinta-feira, 18h30 – Sátira in concert.

Dia 2 de dezembro, sexta-feira, 14h – Mirna Rubim, canto

Dia 2 de dezembro, sexta-feira, 18h30 – Sylvia Machete, com o show “Extravaganza”.

Dia 8 de dezembro, quinta-feira, 18h30 – Trio Madeira Brasil.

3º EIXO CURADORIAL: MÚSICA, SUAS SÍNTESES E O NOVO SOM
Dia 9 de dezembro, sexta-feira, 18h30 – Rodrigo Maranhão.

Dia 15 de dezembro, quinta-feira, 14h – Oficina de música percussiva com a Abayomy Afrobeat Orquestra.

Dia 15 de dezembro, quinta-feira, 18h30 – Vitor Garbelotto.

Dia 16 de dezembro, sexta-feira, 18h30 – Tié.

Dia 12 de janeiro, quinta-feira, 18h30 – Banda Strobo. Música instrumental e  eletrônica.

Dia 13 de janeiro, sexta-feira, 12h – Banda Tono.

Dia 13 de janeiro, sexta-feira, 18h30 – Letuce.

Dia 19 de janeiro, quinta-feira, 18h30 – Hamilton de Holanda.

4º EIXO CURADORIAL: MÚSICA, MULTICULTURA E OUTROS DIÁLOGOS

Dia 26 de janeiro, quinta-feira, 18h30 – Duo Santoro e José Staneck.

Dia 27 de janeiro, sexta-feira, 18h30 - Matias Arriazu (Argentina) e Graziella Wirtti (Brasil).

Dia 2 de fevereiro, quinta-feira, 18h30 – Steven Harper (sapateado) e Bruce Henri (contrabaixo), com o espetáculo “No Baixo do Sapateiro”.

Dia 3 de fevereiro, sexta-feira, 18h30 – Orquestra Songorocosongo

Dia 9 de fevereiro, quinta-feira, 14h – Oficina " A música do corpo” (percussão corporal) com Steven Harper.

Dia 9 de fevereiro, quinta-feira, 18h30 - Abayomy Afrobeat Orquestra.

Dia 10 de fevereiro, sexta-feira, 12h - Jeff Gardner, - “Chorando Jazz”.

Dia 10 de fevereiro, sexta-feira, 18h30 - Marcelo Caldi  - Homenagem ao centenário de Luiz Gonzaga.

SALA FUNARTE SIDNEY MILLER
SOM EM 4 TEMPOS
De 28 de outubro a  10  de fevereiro de 2012
Espetáculos  quintas e sextas-feiras
Endereço: Rua da Imprensa, 16 – Centro. RJ. Telefone: 21.22798087
Metrô Cinelândia (saída Pedro Lessa)
Horário de funcionamento da bilheteria: a partir das 15h30
Ingressos : R$ 10 e R$ 5 (estudantes e idosos)
Lotação: 250 lugares
Faixa Etária: Livre
REALIZAÇÃO: BURBURINHO CULTURAL

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

CENTRO CULTURAL CORREIOS APRESENTA:

"VIOLINOS DE CARTOLA TOCAM NELSON CAVAQUINHO"

Orquestra de Violinos do Centro Cultural Cartola - participação: Janaina Reis e Emílio Santiago

No próximo dia 25/10,   às 18h30, a Orquestra de Violinos do Centro Cultural Cartola estará no Centro   Cultural Correios   com o espetáculo   "Violinos de Cartola tocam Nelson   Cavaquinho". O show,  que contarará com as participações especiais dos cantores Emílio Santiago e Janaína Reis,  faz parte das comemorações pelo centenário do mestre mangueirense, que  completaria 100 anos em outubro. Aliás, no dia 28/10, data do nascimento do compositor, a   Orquestra formada por crianças e adolescentes, irá bisar "VIOLINOS DE CARTOLA TOCAM NELSON   CAVAQUINHO", na Mangueira, também no horário das 18h30. A entrada será franca, mas os   convites deverão ser solicitados  pelo email: cartola@cartola.org.br..ou   ou pelo telefone do Centro Cultural Cartola: 21 -   3234.5777. O endereço do Centro Cultural Correios é Rua Visconde de Itaboraí, 20 - Centro - Rio de Janeiro - Telefone: 21 2253-1580.
Essas apresentações são apenas parcelas de um projeto que inclui muitos outros   ítens, tais como aulas e palestras sobre a vida e a obra do compositor.

Resumo dos projetos:

PROJETO: "VIOLINOS DE CARTOLA TOCAM NELSON   CAVAQUINHO"
Patrocínio: CORREIOS // Realização: CENTRO CULTURAL CARTOLA

A iniciativa do Centro Cultural Cartola de efetuar pesquisa e orquestrações de músicas de Nelson Cavaquinho e de outros  compositores, ademais de cumprir sua missão como núcleo de resgate e  de referência do samba, se insere no conjunto de esforços que a instituição vem cumprindo, desde a sua fundação, em 2001, no sentido de contribuir para os processos de iniciação musical de qualidade e de   formação de plateias e difusão da memória do Samba   Carioca.

 Qual o diferencial desse projeto?  

O projeto “Violinos de Cartola Tocam Nelson   Cavaquinho” tem seu diferencial na convergência de duas vertentes   da manifestação da cultura musical brasileira: de um lado, a tradição de uma   das mais significativas agremiações de samba da cidade do Rio de Janeiro, a   Estação Primeira de Mangueira, e, de outro, a especificidade   técnica e de qualidade da formação orquestral.

Portanto, acrescenta-se à particularidade deste   projeto o seu caráter socioeducativo e o seu potencial de inclusão   cultural através da arte, sobretudo por envolver crianças,   adolescentes e jovens de comunidades em geral sem acesso às diversas   manifestações da expressão e do patrimônio cultural de nossa   sociedade.

Metodologia:
·           Aulas com palestras sobre vida e obra do   compositor
·           Aulas de educação musical com repertório do compositor  
·           Culminância: Apresentação no Centro Cultural   dos Correios dia 25 de  outubro, e no dia 28 de   outubro, na Mangueira (ambos às 18h30), seguido de concertos   didáticos no Centro Cultural Cartola para escolas municipais e estaduais   precedido de palestras.


BREVE   HISTÓRICO - ORQUESTRA DE VIOLINOS DO CCC

A Orquestra de Violinos Cartola   Petrobras é formada por crianças, adolescentes e jovens das   comunidades da Mangueira e adjacências. Iniciado há cinco   anos, este projeto integra o programa de inclusão social através da   arte e de resgate da cidadania desenvolvido pelo Centro Cultural   Cartola e  é patrocinado pela Petrobras. 

Contando hoje com cerca   de oitenta participantes, com idades entre 7 e 15 anos, a   iniciativa tem por principais objetivos a promoção da identidade cultural, a   orientação artística, a educação do gosto, o desenvolvimento de novos talentos   e a formação de plateias, incluindo em seu repertório desde obras tradicionais   para orquestra e peças especialmente escritas até o samba e outras   manifestações da música popular brasileira. A Orquestra de   Violinos do Centro Cultural Cartola realiza apresentações   recorrentes por solicitação de diversos proponentes e parceiros em diferentes   espaços e ocasiões, permitindo aos seus integrantes a oportunidade de   vivenciarem a experiência orquestral.em sua plenitude, não apenas do ponto de   vista técnico, mas, também, em seu relaciomento com o público em distintas   circunstâncias.

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

À próxima tempestade

A tempestade no mar da galileia
Rembrandt



Atentai-vos a mim, homens, o vosso nobre capitão!
Não vede que seguimos à carenagem?
Machados aos estais, machados ao mastro,
Livrai-nos do excesso, aprumemos a nave!

É de frente e não de lado que se enfrentam as ondas, jovem timoneiro,
Alinha a proa e reze tua prece,
É de madeira de lei a quilha,
Mas a fé a fortalece!

Às tábuas a firmar, homens!
Aguentai-vos firmes,
Fazei-vos valer, esta é a hora,
Buscai vós na batalha a honra!

Rezai vossas preces,
Não perdeis a coragem!
O choro é para mais tarde.
Força!

Escorai-vos onde puderes,
Segurai-vos como puderes,
E ,assim, revezai-vos ao descanso.

Já se aproxima a bonança e é nela que se trabalha!
Nela não se descansa, mas se repara e se toma o fôlego;
Tão certo quanto ela é a próxima tempestade que já se precipita.

Por Rafael Castellar das Neves @ Desce Mais Uma!

terça-feira, 11 de outubro de 2011

Entrevista com Maurício Machado

foto: Guga Melgar
Por Nanda Rovere

Maurício Machado atua no teatro e na TV. Em mais de 20 anos, está sempre atuando no Rio e em São Paulo e é um dos grandes atores da atualidade

Iniciou sua carreira no musical infantil “Sonhar Colorido" dirigido por Alexandre Mendonça e não parou mais de atuar: "A Bruxinha que era Boa”, clássico texto de Maria Clara Machado, "Patinho Feio”, com direção de Joselita Alvarenga, "A Filha da Branca de Neve" e “O Mistério do Fantasma Apavorado", de Walcyr Carrasco,“As Filhas da Mãe” comédia escrita e dirigida por Ronaldo Ciambroni, "Concílio do Amor", direção de Gabriel Villela, "Em Nome do Pai", dividindo o palco com o ator Cláudio Cavalcanti, direção de Marcio Aurelio, "Cyrano", ''As Traças da Paixão', de Alcides Nogueira e direção de Marco Antonio Braz, e "Solidão a Comédia" , seu mais novo trabalho, estão entre os destaques. Na TV, acabou de viver o personagem Silvério Duarte na novela Cordel Encantado, da rede Globo.
Além de atuar é sócio da produtora e agência de eventos, manhas & manias de eventos. Seu talento foi reconhecido por diversos prêmios e indicações, como a indicação ao PRÊMIO ZILKA SALABERRY, como melhor ator de 2008, e Indicação aos PRÊMIOS PANAMCO e DANÇA BRASIL, como melhor ator de 2008 e PRÊMIO MAMBEMBE/87 - ator além do Prêmio Apetesp, de SP, como ator revelação de 1988, e o Prêmio Mambembe de melhor ator de 1996. Solidão, a comédia é seu primeiro SOLO no palco, no qual vive 5 personagens.
Nesta entrevista maurício fala sobre a sua carreira e destaca a sua atuação neste texto clássico do Teatro Besteirol, de autoria de Vicente Pereira, com direção de Claudio Tovar.


Nanda Rovere - Você está sempre atuando e produzindo no Rio e SP. Como é trabalhar nessas cidades?
Maurício Machado - Diferentemente do que as pessoas costumam dizer do ponto de vista do que o público médio das duas cidades .... não vejo diferença sobre o que esse púbico gosta e quer ver entre Rio e SP... infelizmente ! mas acho também o público paulistano mais relaxado para assistir ... embarca mais nas experiências sejam elas quais forem ! É muito curioso, porque embora trabalhar em ambas, e as duas sejam literalmente minha casa mesmo, não há fórmula exata para se acertar duplamente nas duas ... O que pode dar muito certo em uma pode vir a ser uma catástrofe na outra.

NR - Como é produzir diante de dificuldade para patrocínios, apoios para viagem? Foi uma escolha trabalhar como produtor?
MM- É uma luta. Uma tarefa árdua, suada e muitas vezes inglória ... o público não calcula que para uma peça estar apenas aquelas 3 sessões semanais ... consomem a semana inteira de muitos trabalhos, providências e resolver muitos ‘pepinos’. SP ainda é uma cidade muita boa para se trabalhar com apoios e patrocínios; claro, quando se tem uma comédia e atores famosos !; mas o cenário de outras cidades (mesmo o Rio é muito mais complicado). E estar à mercê das decisões de analistas de marketing (que invariavelmente são profissionais muito jovens recém-formados), e que cabe a estas pessoas praticamente a decisão do que vai ou não para a cena. Produzir teatro nos últimos tempos tem ficado cada vez mais caro ! Os teatros são mais caros, as condições oferecidas pelos mesmos são piores ainda ... mídia, profissionais tudo uma pequena grande fortuna ! Viagens é um capítulo à parte. Eu por mim, adoro viajar, acho fundamental a circulação dos espetáculos fora do ¨circuitão¨ Rio-SP, mas tenho cada vez menos vontade de viajar .... Quando você faz um sucesso e tem um produto que todos querem os produtores locais te procuram ... mas hoje eles querem ganhar o mesmo ou mais do que a estrela do elenco e principalmente mais do que o produtor. As companhias aéreas por sua vez, se fecharam totalmente, e hoje não há nenhuma delas no país com um plano claro de apoio ao teatro. As prefeituras locais ... não ajudam em NADA o produtor nacional na chegada do espetáculo ... Há teatros públicos em várias cidades, grandes capitais mesmo onde o teatro PÚBLICO ... custa ... R$ 6 mil por dia ! Isso é possível ? Para piorar e agravar ainda mais o problemão que é viajar ainda há agora a lei do ISS sobre a venda de ingressos que leva mais de 2 a 5% dependendo da cidade. E a equipe do espetáculo claro, toda quer aumento para deslocamento em viagens ! A conta não fecha ! E hoje em dia, justiça seja feita só há política pública pelos editais da Petrobras ou Funarte, e imagine o quão isso é insuficiente para a produção cultural realizada, e quantos bons espetáculos adultos, infantis, de dança ficam de fora de uma excursão pelo país. O público cobra a circulação do espetáculo ... Mas também muitas vezes um espetáculo chega numa grande cidade e sequer consegue preencher 50% da lotação do teatro ... Em cidades menores as vezes acontece o mesmo ... e mesmo com grande nomes no elenco e sem qualquer outra atividade na cidade na mesma noite ... o público não comparece ! É além de tudo um problema cultural ... As pessoas preferem neste caso, descobrir aonde os artistas vão jantar para tirar foto do que ver o espetáculo. Não sei se ando muito pessimista, se ando realista ... ou se ando precisando de pausa e descanso de produzir ! Senhores diretores ou produtores ... Atenção contratem-me ! rs !

NR - Como foi o início de carreira, quais trabalhos pode destacar?
MM- Tenho ótimas lembranças de vários, de todos eles ... é sempre difícil destacar um. Mas a primeira peça adulta que fiz, ‘As Filhas da Mãe’ em que atuava nos 7 papéis masculinos da peça, e como comediante, foi incrível ! ‘O Concílio do Amor’, com direção do Gabriel Villela, que foi um marco na história do teatro brasileiro, minha entrada no universo dos eventos, atuando todos os dias em eventos corporativos (em congressos, feira, lançamentos de produto) todo dia, cada dia numa situação diferente e personagem dos mais variados tipos e necessidades ... Tudo isso me deu um estofo, experiência enorme !

NR - Neste sentido, O grupo Boi Voador foi marcante da história do nosso teatro. Fale das suas experiências nos grupos Boi Voador e da Vic Militello?
MM- Foram experiências teatrais completamente distintas entre elas .... Mas no Boi Voador, foi importantíssimo para afirmar a responsabilidade que já tinha como artista .... para com meu ofício, com o público e a excelência de qualidade de um trabalho a ser apresentado. Me valeu também pelo estudo. Lamentei muito logo depois não ter vivido outra experiência de participar efetivamente de um grupo ! Afinal me julgo um homem de teatro que pensa, fala e é apaixonado por ele ... 24 horas ! No caso do Grupo da Vic ... o trabalho era bem mais relaxado, com um descompromisso totalmente compromissado. Era uma forma típica de fazer circo-teatro, vindo da Vic que nasceu e se criou como artista em melodramas circenses ! A Tônica era o humor, o timing da comédia, o improviso.

NR - Sempre se diz que o teatro está em crise... como está o cenário teatral hoje?
MM- Bom se pararmos para analisar que o maior fenômeno do teatro do momento ... é não teatro ... mas show de humor com nome americano ...Acho que isso já diz tudo !! Nada contra ! Tenho muitos amigos talentosos que fazem ... que eu não só os admiro, como são grande atores e comediantes ! Mas, não é gênero teatral, né ? É show de humor ! E vamos combinar que o precursor disso foi José Vasconcelos contando piadas no microfone há muitas décadas atrás. Depois Chico Anysio, Jô....O Teatro vive um momento de produção cultural incrível eu acho ... com muita coisa boa. Espetáculos de grande nível e de estilos diferenciados .... Mas percebo que o público ... bom o público está mais preocupado com Futebol, com a TV e os mais jovens quando saímos do teatro ... lotam os bares e as baladas e com raríssimas exceções.

NR - Mulheres Alteradas é um sucesso e tem pessoas famosas. Ao mesmo tempo há peças com pessoas famosas que não estão lotando...Isso prova que o público não está somente interessado em ver o famoso no teatro, mas ver peças boas no teatro...Na sua opinião, o que determina, ou pode determinar, o sucesso de uma montagem?
MM- Acho que ninguém sabe a magia que se dá num sucesso. Sim, sabemos que muitos ingredientes podem sim ajudar ... mas não é fórmula ! ‘Mulheres Alteradas’ é um daqueles espetáculos que em centenas recebem a benção ... E particularmente acho que tudo ali no espetáculo soma para isso .... mas em primeiro lugar foi a adaptação de uma obra tão conhecida mundialmente e a direção em sintonia com a linguagem e obra. E bem, sobre a benção desse sucesso ... bom, acho que estava na hora né ? Quase 20 anos produzindo ....

NR - Atuar na TV era um desejo? Fale sobre a sua atuação em novelas.
MM- Atuar sempre foi meu desejo. Sempre me senti seduzido, hipnotizado pelo teatro ... aquela caixa preta, palco, cortinas, plateia e tudo que pudesse sair dali ... um mundo de sonhos, fantasias, emoções ! Mas quando me tornei ator, meu sonho era ter meu dia ocupado (como um operário de minha profissão ! mesmo !) no teatro, no cinema, na publicidade, no circo, na dublagem, na TV ! Enfim, acreditava que seria um ator melhor e mais bem ferramentado e preparado se pudesse atuar em todas as áreas ! Até que isso aconteceu sim ... No início da carreira tentei fazer TV, mas como não tive oportunidade e tentei ainda durante algum tempo ... aconteceu só quando completei 18 anos de carreira ... Como vinha de uma formação bem teatral e de um grupo também muito sério paulistano, ouvi invariavelmente de um ou outro colega, que TV era uma arte menor e todo aquele preconceito para com a TV ... quando fui fazer fiquei tão apaixonado, é um veículo que te deixa tão preparado para o teu veículo, ele te possibilita o exercício continuado do improviso, do desafio todo dia de uma cena nova, e ser rápido para os comandos imediatos de direção e também para a ‘decoreba’, só te faz um ator ainda mais preparado para o processo de criação seja lá em que veículo for.

NR - Como surgiu o interesse em remontar Solidão a Comédia - o que mais te chama atenção no texto?
MM- Tive a oportunidade de ver a primeira montagem desse texto feito pelo próprio autor, Vicente Pereira, que foi um dos ‘papas’ criadores do gênero besteirol, a montagem tinha direção do Jorginho Fernando. Isso em 1990. Nunca me esqueci daquela montagem e do humor cítrico, apurado, escancarado e inteligente do texto, os personagens tão bem desenhados. Depois em 93, o genial Diogo Vilela remontou, e eu tive a ideia de montar; sinceramente queria muito, mas fiquei felizmente surpreso com a aquisição dos direitos autorais, com o Tovar dirigindo que é um homem de teatro e que ama e respeita o teatro como eu, e que vem da mais forte experiência cênica que foi os DZI CROQUETTES, que depois deles nada de mais original, de mais revolucionário se fez, e eles sucederam até mesmo o besteirol. E claro o interesse também veio do desejo de sempre me ‘atirar’ sempre em desafios que mexam comigo, que me desafiem 100%. E em meu último trabalho no teatro, ‘As Traças da Paixão’, era um trabalho tão complexo e difícil que depois daquele, tive certeza que a hora de encarar a solidão no palco e no texto e de 5 criaturas diferentes tinha chegado.

NR - Você assistiu a montagem com o Vicente Pereira. O que pode falar sobre aquela montagem? O que a diferencia da sua?
MM- Com relação às duas montagens o que havia de muito similar são as encenações mais íntimas (Vicente e Eu estreamos em teatros no Rio de 133 lugares. Ele em 1990 na Teatro Posto 6 e eu em 2011 no Teatro Cândido Mendes), mas a diferença também entre a minha e a nossa, é que meu ¨dzi-croquette¨ diretor Claudio Tovar, situou os 5 quadros e todo o visagismo dos personagens na década de 20, já que Tovar é também o responsável pelos figurinos e cenário, e com isso o espetáculo ganhou muito ao meu ver também num requinte, bom gosto e apuro de produção. Uma outra diferença entre nossa montagem e a de Vicente, é que ele não se caracterizava radicalmente e por inteiro para a mudança de cada esquete, era só a utilização de um adereço e tal. No nosso caso, tenho no máximo 40 segundos para a troca por completo de personagem masculino (de smoking) para ... uma melindrosa de perucas, chapéu, luvas, sapato salto alto, maquiagem ... Semelhança mesmo nas 3 montagens da peça (a do Vicente, do Diogo Vilela e a minha), só o iluminador ... a criação de luz para as 3 montagens do texto do Vicente Pereira foram de Aurélio Di Simoni, mestre da luz do teatro brasileiro !

NR - Como foi a criação dos personagens, sobretudo com relação aos papéis femininos? O que você pode dizer sobre a encenação?
MM- Quase endoideci. Viver 5 papéis diferentes. 3 personagens femininos, e ter que dar corpo, voz e atitudes diferentes para cada uma delas, onde não ficasse o menor vestígio da anterior na próxima. Descobrir o ritmo e a velocidade de cada e tudo isso partindo só de mim, sem o apoio ou seu o jogo cênico de um colega ... Foi um processo doloroso de ‘me rasgar’ e conviver com essa solidão também. Mas tão rico, tão profundo. Fui buscar em referências de vários lugares, da infância, da rua, do cinema, do cotidiano urbano. A encenação o que se pode esperar de uma equipe como a que tive ? Só tem craque ! Só tem fera ! O mais bobinho ali sou eu ... e completo em Novembro 24 anos de carreira ! A Luz acho um espetáculo, a trilha, a direção é dinâmica e envolvente, os figurinos são ótimos e já dão o tom do espectador num tom certo com divertimento e sem ser apelativo ... aliás, não há nada apelativo.

NR- E a solidão, como fugir dela?
MM- Dando risada dela, subvertendo ... como os próprios personagens da peça de uma maneira ou outra fazem .... E na vida real, apesar da vida dura das cidades grandes, ainda é possível encontrar poesia em tanta coisa ... e isso aplaca a solidão.

NR - Como foi a temporada carioca e as viagens com Solidão, a comédia?
MM- Bom a temporada no Rio foi mais do que uma surpresa ... tudo deu muito certo .... A escolha do lugar ... o Teatro Cândido Mendes que é um teatro hoje reconhecido por grandes fenômenos teatrais que saíram dele (‘Cócegas’, ‘Os Homens são de Marte ...’, ‘Minha mãe é uma peça’ só p/ falar de alguns), mas foi principalmente palco das montagens antológicas do besteirol. Foi o celeiro no coração de Ipanema dessas montagens. Consegui também a galeria de arte do mesmo espaço (o centro cultural Cândido Mendes), para uma exposição intitulada ‘Assim era o Besteirol’. A peça ia ficar 2 meses, ficou quase 6, e ainda era de quinta a domingo ... Aqui em SP estou de sexta a domingo, num teatro que é a metade do tamanho do que estava no Rio, e espero que o sucesso se repita também.

NR - Neste sentido, e a recepção da crítica, visto que o besteirol sempre foi visto como algo inferior?
MM- A crítica no início do besteirol foi muito preconceituosa com os textos que vinham com proposta de esquetes engraçadas, e menosprezavam a dramaturgia e as encenações. Tempos mais tarde o crítico de teatro Macksen Luis em uma das críticas a um desses espetáculos, ‘As Mil e uma encarnações de Pompeu Loredo’ (da qual o Tovar meu diretor tb fazia parte), definia como gênero teatral e anos mais tarde Bárbara Heliodora, crítica mais importante em exercício até hoje, escreveu a respeito da importância que o besteirol teve no período da censura, e como os textos tinham sempre uma mensagem subliminar, referências muitas também a cultura enlatada, e como ele formou grandes exponentes das artes e da dramaturgia brasileira, como: Mauro Rasi, Miguel Falabella, Guilherme Karan, Pedro Cardoso ... Tudo isso pode ser também conferido na exposição que criei e que acompanha a montagem e está lá exposta no saguão do Teatro NeXT.

NR - Depois da temporada em SP, quais os projetos?
MM- Estou buscando um novo texto para eu fazer ... não consigo atuar sem já pensar no próximo ... É o meu vício, minha cachaça. Na Tv e no cinema, não sou dono de meu nariz, então fico a espera de oportunidades. E estou louco de vontade de fazer cinema !!

‘SOLIDÃO, A COMÉDIA’
Estreia dia 07 de Outubro de 2011 em São Paulo, no Teatro NeXT
Rua Rego Freitas, 454 – São Paulo – SP
De Sexta a domingo – Até 27 de novembro
Outras apresentações:
50 apresentações pelos CÉUS
Conferir a agenda no site: www.mauriciomachadoator.com.br