terça-feira, 29 de novembro de 2011

A poesia, em bom português

 A Biblioteca Popular de Botafogo está com inscrições abertas para o curso  “Vertentesda poesia portuguesa e brasileira contemporânea”. A ideia é passar conceitos sobre a produção atual dos dois países tendo a produção poética como pano de fundo. O curso, ministrado pelo escritor português Luis Serguilha, é gratuito e busca conceitos diferenciados para a chamada “nova poética”. As aulas são uma boa oportunidade de aperfeiçoamento para professores, alunos de graduação e pós-graduação, especialistas em língua portuguesa e afins.

    Luis Serguilha é autor de várias obras de poesia e ensaio. Tem textos publicados em revistas de Literatura no Brasil, Espanha e em Portugal. Já foi traduzido para o espanhol, inglês, francês, italiano, alemão, catalão e finlandês. Foi também o curador do Encontro Internacional de Literatura e Arte, realizado este ano em Portugal. As aulas acontecem nos dias 1º e 2 de dezembro, das 19h às 21h. São oferecidas 40 vagas. Mais detalhes e inscrições no site www.bibliotecapopular.com.br

Escritor Luis Serguilha estará no comando dos dois dias de curso

sábado, 26 de novembro de 2011

Aldo Moraes

Para o bem da memória cultural do Brasil, o baixo custo das novas tecnologias tem possibilitado uma enorme quantidade de filmes e documentários sobre as mais diversas personalidades e movimentos do país. Pela qualidade e grande circulação destes filmes, alguns como "Coração Vagabundo" (que ilustra um momento de Caetano Veloso); "O pequeno burguês, Filosofia de Vida" (sobre Martinho da Vila) e "Herbert (Vianna) de perto" ganharam dimensão de produtos culturais com grande visibilidade no mercado.

Há também o docu-drama Poeta da Vila sobre os 27 anos de vida e as obras primas de Noel Rosa. Isto faz um bem enorme para nossa cultura. E há os filmes sobre artes plásticas, teatro e literatura.

Assisti esta semana "Rock Brasília, a era de ouro", dirigido pelo competente Wladimir Carvalho, que sabiamente mescla depoimentos antigos e recentes com imagens de arquivo sobre as bandas de Brasília, sem esquecer do contexto geral em que se deu o rock nacional dos anos 80. Todos esses trabalhos recentes, que vão da música erudita de João Carlos Martins e Nelson Freire ao coco nordestino, passando pela MPB e rock e que em outras áreas envolvem Bispo do Rosário e Vik Muniz, por exemplo, são fundamentais para nossa reflexão histórica e cultural e para que a juventude tenha acesso à memória através de produções qualificadas.

Aldo Moraes é músico

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Ezequiel Fernandes lança livro sobre tema polêmico


Esta obra tem por escopo levar ao leitor algumas considerações sobre as políticas públicas e privadas intituladas de “ações afirmativas”, em especial no que se refere à modalidade chamada de “reserva de cotas para negros nas universidades”, e isso em face da recente vigência da Lei n.° 12.888 de 20 de julho de 2010, aqual instituiu o Estatuto da Igualdade Racial. Para tanto, faz-se uma incursão inicial no conceito de igualdade, definindo-a, explicitando seu alcance e suas nuances, a fim de extrair seu verdadeiro significado nos moldes da Constituição Federal de 1988 e do Estado Democrático de Direito, cotejando os limites da atuação do Estado na incessante busca pela igualdade real. Destaca-se no ensaio em apreço a vertente histórica das referidas políticas de ações afirmativas, assim como a discussão terminológica que envolve a matéria e seu âmbito de alcance, além da gradativa influência do instituto na elaboração da legislação pátria, findando o tópico com o exame sobre a legalidade e a legitimidade da temática em voga.         
Apresenta-se, ainda, a característica sui generis do racismo brasileiro, perfilando-se de forma pontual e fragmentária os mais distintos argumentos comumente esboçados pelos adeptos e, também, pelos contrários à política de cotas. Por derradeiro, o estudo incursiona em questões polêmicas, elenca fundamentos históricos, sociais e jurídicos, e seu desfecho encaminha-se para a possibilidade de aplicação da reserva de cotas desde que seus destinatários façam jus a elas, pois, em não sendo assim, tal forma de ingresso nas universidades será escoltada pela mácula da inconstitucionalidade.


Às vésperas de receber os filhos e a nora em sua mansão para os festejos de seu aniversário de 78 anos , o viúvo escritor Charles Langham sofre uma noite de dores, insônia, culpa e solidão. Por isso escreve. Em seu novo romance, no qual trabalhará toda a noite, transforma seus dois filhos, a nora e até a falecida esposa em personagens, os quais pode manipular, perverter, transformar e corrigir à vontade, até radicalmente, misturando em sua cabeça e despejando no papel suas lembranças, vontades, frustrações e desejos.

Alain Resnais, o cineasta da memória, adepto de narrativas não lineares e pouco ortodoxas, realizou este PROVIDENCE em 1977, com Sir John Gielgud, Dirk Bogarde, música de Miklós Rosza e figurino de Yves-Saint Laurent. Escrevi sobre ele no site Shvoong, resenha disponível aqui:

Maurício Limeira

Outros textos do autor:



quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Humberto Giancristofaro lança seu livro "Persona non grata"

No dia 30 de novembro, o escritor Humberto Giancristofaro lançará seu primeiro livro de contos, Persona non Grata, no Teatro Gláucio Gill. Para a abertura do evento, o autor escreveu e dirige a performance Há nela qualquer coisa de triste, título homônimo ao primeiro conto de seu livro. A performance começará as 20h e será feita pelo ator João Victor Cavalcante.

Trecho do livro:

“Num ato de soberba demonstração de supremacia e volição da minha independência, borrifo o máximo que posso o meu repelente sobre toda extensão de existência das formigas que posso encontrar em meu caminho, da lata do lixo ao buraco de escape na parede. Aperto o spray como quem quer exterminar uma espécie inteira, derramando sobre sua memória os pesares de um convívio que não deu certo pela intolerância à diversidade e partilhado poder.”

Sinopse:

Cinco contos, cinco dias quaisquer na vida de um silencioso intelectual acostumado com o mundo dos livros, confrontado com situações cotidianas que parecem ultrapassar sua capacidade de racionalização.

Numa cidade onde vivem os operários de uma grande indústria, o personagem principal ignora, em seu dia-a-dia, a rotina do lugar. A vida levada pelos demais habitantes da cidade destoa daquela de um intelectual. O café que ele frequenta quase automaticamente, num exercício de monotonia diário, mostra a distância entre esses dois mundos. A convivência com a “mundaneidade” da vida de um operário dá um nó na cabeça do filósofo. Seu mundo sempre racional, sempre certo, se confunde com o daquelas pessoas e não resiste a algo que é maior que ele: a evidência da vida em toda a sua complexidade.

 A realidade ultrapassa a ficção que cria todos os dias no escritório de uma revista de filosofia. Ele passa a ver a resistência da vida no sentido das coisas, e ele mesmo não resiste. Começa a desenvolver sintomas de descrença, a duvidar do que vê, do que ouve, do que sente. E cai cada vez mais fundo, com suas antigas convicções, em novas obsessões, aflições, neuroses que já não sabe como, nem se devem ser combatidas.

Humberto Giancristofaro
Curriculum:

Humberto Giancristofaro é escritor e roteirista. Mestrando em Filosofia no Instituto de Filosofia e Ciências Sociais da UFRJ, pesquisador das teorias francesas de Estética contemporânea. Formado em Filosofia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, completou seus estudos em Filosofia da Arte na Universidade Vicennes-Saints-Denis Paris VIII. É sócio-colaborador da Questão de Crítica revista de críticas e estudos teatrais. Autor do livro Corpo sem órgãos: Estética da crueldade em Deleuze.

Serviço
Teatro Gláucio Gill
Praça Cardeal Arcoverde s/n - Copacabana, Rio de Janeiro
Dia: 30 de novembro
Horário: 20 horas
Entrada gratuita

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

As leituras imperdíveis de Ana Maria Machado


A escritora Ana Maria Machado é a convidada do encontro “Leituras Imperdíveis” que acontece na próxima segunda-feira (28 de novembro) na Biblioteca Popular de Botafogo. Autora de mais de cem livros e dona de vários prêmios importantes de literatura, ela vai conversar com o público sobre sua obra e ler trechos de seu mais recente livro, “Infâmia”, lançado em 2011. Jornalista e escritora com 40 anos de carreira, Ana Maria Machado já foi publicada em mais de 18 países, somando cerca de 19 milhões de livros vendidos, muitos deles dedicados ao público infantil.  O evento, como todos que fazem parte do projeto “Estação Pensamento e Arte”, é gratuito. Mais informações pelo site www.bibliotecapopular.com.br

Biblioteca Popular Municipal de Botafogo
Rua Farani, 53 – Botafogo, Rio de Janeiro, RJ
 Tel: (21) 3235-3799
 
Ana Maria Machado

terça-feira, 22 de novembro de 2011

Entre luzes vermelhas, amarelas e cor de abóbora

  Flávio Sanso
@flavio_sanso

Ao lado de i pads, i pods e smartphones, outro símbolo da sociedade contemporânea são as praças de alimentação.
As praças que já foram do condor e do povo, hoje recebem a estranha alcunha de praças de alimentação. O cenário parece ser sempre o mesmo: cadeiras e mesas padronizadas muito perto uma das outras formam uma ilha envolta por restaurantes e lanchonetes do estilo fast food de onde saem bandejas de comida preparada a toque de caixa, e em cima dos quais se revelam letreiros coloridos, prevalecendo os tons em vermelho, amarelo e cor de abóbora. Aliás, ouso dizer – só por palpite – que há por trás da combinação dessas três cores algum estudo conclusivo sobre a maior capacidade que elas têm de atrair a atenção do consumidor faminto e sedento.
Por ali se propaga uma forma sonora muito particular. A mistura de vozes provoca um burburinho poderoso e incessante que não admite sotaques. Nos shoppings cariocas, paulistas, maranhenses, o burburinho é sempre o mesmo, talvez com alguma variação de volume em decorrência da acústica local.
Uma criança se opõe à aproximação do garfo que sua mãe pacientemente ostenta no ar. Faz pirraça, chora, balança a cabeça, mas depois de algum tempo recolhe do prato uma batata frita, colocando-a na boca sorrateiramente. Uma família abandona a mesa que tão logo passa a ser ocupada por outra família que não consegue achar espaço para as compras que carrega. Há uma sincronia entre as pessoas que fazem as refeições sem companhia. Abaixam a cabeça e se concentram em acabar a refeição rapidamente.
Quem se dispuser a observar o que acontece em volta talvez seja o único a fazê-lo, e por isso passará despercebido como se estivesse invisível. O exercício da contemplação combina melhor com a praça do condor, com a praça do povo.
                


segunda-feira, 21 de novembro de 2011

A polêmica vida do amor


Cesar Cardoso é um dos 20 contistas presentes na antologia A polêmica vida do amor, o novo projeto da Editora Oito e Meio, organizado por Flávia Iriarte e Daniel Russel Ribas, e que busca elaborar literariamente os diversos significados do Amor, numa visão plural do mais antigo dos temas humanos, em contos que falam das relações imaginadas, das meramente sexuais, das que terminam em tragédia e daquelas que vivem em segredo.

O lançamento é dia 24 de novembro, quinta-feira, a partir das 20 horas, no espaço da Editora Oito e Meio, Travessa dos Tamoios, 32 C, Flamengo, Rio de Janeiro.


A polêmica vida do amor
Editora Oito e Meio, R$ 35, 184 págs.
Ficção nacional / contos / amor e erotismo
Organização: Flávia Iriarte e Daniel Russell Ribas
Autores: Antônio LaCarne, Joana Souza, Anna Beatriz Mattos, Cesar Cardoso, João Lima, Paula Cajaty, Roberto Pedretti, Roberto Robalinho, Rodrigo Vrech, Thiago Poggio Pádua, Valentina Silva Ferreira, Viviane Roux, Luciano Prado da Silva, Rafael Rodrigues, Aline Miranda, Jonas Arrabal, Paulo Vitor Grossi, Beatriz Castanheira, Marcelo Asth, Sidiney Breguêdo.

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Pode morrer de tanto amor?


O Educador e Escritor Márcio Alexandre da Silva lançará a novela “Pode morrer de tanto amor?” na sexta-feira, 25 de novembro, a partir das 20h, no salão paroquial da Igreja Nossa Senhora de Fátima.

A obra, que marca a estréia do autor no mundo literário, aborda as nuances de felicidade, as angústias provocadas pelo amor e o redimensionamento da esperança.

Marcio Alexandre da Silva, que é professor de filosofia da rede estadual de ensino de São Paulo e palestrante, tem vasta e intensa colaboração nos principais veículos de comunicação de Assis, Presidente Prudente, Bauru, Marília e Ourinhos, destacando-se por suas críticas e reflexões filosóficas sobre as atividades cotidianas.

Além de performances artísticas, o evento contará com a participação do crítico literário Vicentônio Silva que explanará brevemente sobre os temas pontuais da obra. Exemplares do livro serão comercializados no local.

O quê?
Lançamento do livro “Pode morrer de tanto amor?”
Autor: Márcio Alexandre da Silva

Onde?
Salão Paroquial da Igreja Nossa Senhora de Fátima
Rua Nivaldo Neres Gusmão – 96
Vila Prudenciana
Assis/SP.

Quando?
Sexta-feira – 25 de novembro

Horário
20 horas

Entrada Franca.

terça-feira, 15 de novembro de 2011

O pé de maracujá

Uma planta que luta
Que procura subir na vida
Uma planta que não aceita o chão rasteiro
Mesmo se cortarem até a raiz, volta a nascer
Mesmo se não tiver muita terra
O pé de maracujá
Tem muitos tentáculos
Que o ajudam a vencer a gravidade
Nem o vento o pode derrubar
Enquanto as outras plantas dormem
O pé de maracujá parece pensar
Sabe onde se agarrar
Com muita garra
Poucas pessoas prestaram atenção em um pé de maracujá
Ele é o mais atacado pelas lagartas
Que as vezes conseguem destruí-lo
Mas os que ainda sobram conseguem escalar
As duras barreiras que a vida lhe impôs

Mauro Bandeiras

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

O preço do amanhã


Num futuro próximo, modificações genéticas fizeram com que o ser humano parasse de envelhecer aos 25 anos. Após esta idade, no entanto, o indivíduo tem apenas mais um ano de vida, a menos que pague (ou herde, ou roube) por cada período a mais de prorrogação. Assim, se você não tem dinheiro, morre antes. Se tem muito, vive para sempre.

O PREÇO DO AMANHÃ, novo filme de Andrew Niccol (Gattaca, O Senhor das Armas, O Show de Truman), parte desta excelente premissa, e está em cartaz nos cinemas com Justin Timberlake e Amanda Seyfried.

Eu vi, e escrevi sobre ele aqui:
http://pt.shvoong.com/entertainment/movies/2228296-pre%C3%A7o-amanh%C3%A3/

Trailer no YouTube: http://www.youtube.com/watch?v=XUSt9oZUTrs

Acompanhe os textos de Maurício Limeira:
http://pt.shvoong.com/writers/mauriciolimeira/
http://filmantes.blogspot.com/
http://oadversario.blogstpot.com/

terça-feira, 8 de novembro de 2011

Rumos da arte no Século XXI

 “A arte no horizonte do século 21”. Este será o instigante tema do seminário realizado em novembro pela Biblioteca Popular de Botafogo. Na mira de pesquisadores, professores e dos participantes em geral, está uma ampla discussão para tentar entender melhor os caminhos de vários segmentos artísticos na atualidade. Os debates,que acontecem nos dias 14, 16, 17 e 18 deste mês, terão entrada gratuita e contarão com especialistas de destaque em sua área.
   
O seminário foi dividido em quatro partes, com mesas direcionadas aos seguintes segmentos: Cinema, com a participação do roteirista Braulio Tavares;  Artes visuais, com o crítico de arte Frederico Moraes; Literatura, com o escritor e crítico literário Marcelo Backes; e Música, com a pesquisadora Santuza Cambraia. Tudo no sentido de questionar e buscar respostas sobre a arte do século 21.
  
O evento é uma boa oportunidade de aprendizagem e atualização para alunos de graduação e pós-graduação, professores, profissionais das áreas abordadas e especialistas. A Biblioteca Popular de Botafogo fica na Rua Farani, 53, Rio de Janeiro. Mais informações pelo telefone  21 3235 – 3799 ou no site http://www.bibliotecapopular.com.br/

Braulio Tavares falará sobre cinema na Biblioteca Popular de Botafogo

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Amor Confesso

crédito: Silvana Marques

Dia 11 de novembro estreia, no Centro Cultural Correios, o espetáculo Amor Confesso, adaptação de contos de Arthur Azevedo para os palcos. Com direção de Inez Viana (“As Conchambranças de Quaderna”, de Ariano Suassuna), o espetáculo, da cia.falácia, dá continuidade à investigação sobre a linguagem narrativa e sobre as questões humanas, iniciada em “A igreja do Diabo”, de Machado de Assis (2008). No elenco, Alexandre Dantas e Claudia Ventura, que dividem o palco com o pianista Roberto Bahal, pretendem provar que o amor é o mais antigo, universal e intraduzível sentimento que une homens e mulheres.
 
A interseção entre a literatura e o teatro é o objeto de pesquisa da cia.falácia. Através da linguagem narrativa, transitando entre a contação e a vivência da própria história, são criados espetáculos que estabelecem uma relação direta com o espectador, transformando-o em um espectador ativo, cúmplice da cena, além de atrair leitores - mergulhados num mundo repleto de apelos visuais – para a literatura “em ação”. 

Em Amor Confesso, além da linguagem narrativa, os atores usam a música e diferentes gêneros teatrais como melodrama, farsa, comédia musical, para darem voz aos diversos personagens dos contos de Arthur Azevedo, cuja obra é marcada pela relação direta com o leitor, através de um olhar arguto, crítico e bem humorado.

Local: Centro Cultural Correios (Rua Visconde de Itaboraí, 20 – Centro - Rio)
Informações: 2253-1580
Bilheteria: 2219-5165.
De quarta a domingo, das 14h às 19h
Valor: R$20,00
Horário do espetáculo: Quinta a Domingo, às 19h
Capacidade: 200 lugares
Duração: 90 minutos
Classificação etária: 12 anos
Gênero: Comédia
Temporada: 11 de novembro de 2011 a 15 de janeiro de 2012

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Mulheres Sonharam Cavalos

crédito: Dalton Valério

Premiado texto do dramaturgo argentino estreia, pela primeira vez, no Rio de Janeiro

Estreia, no dia 04 de novembro, no Teatro Poeirinha, “Mulheres Sonharam Cavalos”, premiado texto do dramaturgo argentino Daniel Veronese, montado pela primeira vez no Rio de Janeiro.

Com direção de Ivan Sugahara e tradução de Letícia Isnard, o espetáculo apresenta a história de três irmãos e suas esposas e os ressentimentos, desconfianças, segredos e desejos reprimidos presentes em torno dessa família.

No elenco, Analu Prestes, Elisa Pinheiro, Isaac Bernat, José Karini, Letícia Isnard e Saulo Rodrigues.“A peça de Daniel Veronese impressiona pela força que ele consegue extrair de uma situação dramática simples”, afirma Ivan Sugahara. Sobre o espetáculo: “Colocar o público em contato consigo mesmo, procurar levá-lo a se chocar com a sua condição, mas também a rir dela e buscar, conosco, a simbologia do cavalo, não como poder, repressão e embrutecimento, mas como liberdade e afetividade” (Ivan Sugahara)

Seis personagens atuam em um pequeno ambiente - a sala de um apartamento – deixando entrever um recorte de suas vidas, onde surgem mais fios soltos do que explicações e respostas. As peças deste tabuleiro, no qual todos se converterão em perdedores, são três mulheres casadas com três irmãos. O que desencadeia o conflito é o encerramento de um negócio familiar, a cargo de um dos irmãos. Com a intenção de transmitir esse fato ao resto da família, um almoço foi marcado. Como resultado, revelações devastadoras acabam desestruturando completamente a família, chegando-se a um inesperado final.  Em um primeiro momento, de modo ainda civilizado, com os personagens tentando manter um ambiente minimamente sociável. Mas aos poucos ressentimentos, histórias mal contadas, desconfianças, segredos obscuros, desejos reprimidos começam a vir à tona. Com o acúmulo, as discussões vão tomando grandes proporções e arruínam qualquer possibilidade de se ter uma convivência familiar saudável. O projeto é da atriz Letícia Isnard, também responsável também pela tradução do texto.   “A peça fala sobre nosso recente processo histórico, como as ditaduras militares do cone sul, através de um texto que não é datado, e sobre o legado que foi deixado para as gerações seguintes. Ao falar desses temas, a montagem desta peça – que estende minha parceria com Ivan Sugahara para além do nosso trabalho na cia. Os dezequilibrados – concretiza um sonho antigo de juntar ao meu trabalho de atriz, minha prática acadêmica”, afirma a atriz. Encantada com a quantidade e qualidade dos textos produzidos pelos autores argentinos, Letícia acabou se envolvendo como tradutora, produtora e atriz de três peças contemporâneas. Além de ‘Mulheres Sonharam Cavalos’, montou dois textos de Rafael Spregelburd: ‘A Estupidez’, que encenou este ano com a cia. Os dezequilibrados e pelo qual está indicada ao Prêmio Shell de Melhor Atriz; e ‘A Modéstia’, traduzida por ela, Isabel Cavalcanti e Pedro Brício, que vai dirigir a montagem, com estréia prevista para março de 2012. “Essas montagens visam estreitar o diálogo intercultural com o teatro argentino. Se a circulação de textos de autores latino-americanos se dá de forma precária nos países de língua espanhola, a barreira do idioma agrava ainda mais o isolamento e a falta de intercâmbio cultural entre o Brasil e seus vizinhos. Portanto, acredito ser preciso incentivar e estimular a interlocução entre as produções desses países, viabilizando o diálogo e a reflexão do que nos diferencia e também das questões que temos em comum”, explica Letícia Isnard.

Serviço:
Estreia para convidados: dia 04 de novembro
Estreia para público: dia 05 de novembro
Local: Teatro Poeirinha (Rua São João Batista, 108 - Botafogo)
Bilheteria: (21) 2537-8053. De 3ª a sábado das 15h às 21h e domingo das 15h às 20h30
Horários: Sexta e sábado, às 21h30 e domingo, às 20h
Ingressos: R$ 20,00
Classificação: 14 anos
Duração: 90 minutos
Capacidade: 60 lugares
Gênero: Drama
Temporada: 05 de novembro a 18 de dezembro



Considerado a grande esperança em tratamentos psiquiátricos, por permitir a conexão mais profunda com o paciente, o DC Mini é um sistema que permite a gravação e a intervenção em sonhos. Em mãos erradas, no entanto, o aparelho pode não apenas misturar sonhos de pessoas diferentes, mas também sonho e realidade, tornando a vítima incapaz de distinguir um do outro. Quando uma série de suicídios aparentemente provocados por alucinações começam a ocorrer, tem início a pior das previsões: o DC Mini foi roubado e seu poder escapou do controle dos próprios ladrões, pondo toda a realidade em perigo.

Animação japonesa alucinada, delirante e provocadora, dirigida por Satoshi Kon, PAPRIKA toca no mesmo tema (e de forma muito mais interessante) do recente A Origem.

Escrevi sobre ele aqui:

http://pt.shvoong.com/entertainment/movies/2224095-paprika/

Link para o trailer no YouTube: http://www.youtube.com/watch?v=-ZKXXNCkrf4&feature=related

Maurício Limeira