sábado, 14 de julho de 2012

Tempos Sentidos

    Houve tempos em que, com os sentimentos, 
    De tão considerados e encarnados no cotidiano humano,  
    Justificavam-se até mesmo as mortes matadas e as morridas.
   
    Tempos em que as fraquezas
    Se definiam pela ignorância e desleixo aos próprios sentimentos,
    E as forças, méritos da vivência e da guerra pelos seus mais supérfluos sentimentos.
   
    Hoje é tempo em que, os sentimentos em si,
    Fagulhas primitivas da nossa natureza, quando muito, aprisionados no blar,
    São a constatação, irrevogável, da fraqueza [própria] que, se considerados,
    São rifados a preço de desdenhosas gargalhadas.


Rafael Castellar das Neves
http://descemaisuma.blogspot.com.br/

Um comentário:

Rafael Castellar das Neves disse...

Tempos que eram verdadeiros e plenos!

[]s e obrigado Flávio!