quarta-feira, 30 de maio de 2012

John Mowat ministra curso "Teatro e Atuação" em São Paulo

Os cursos práticos de John Mowat são desenvolvidos para estudar e explorar TEATRO e ATUAÇÃO com foco nos aspectos físicos e visuais do ator e da cena. Oferecem também a oportunidade de olhar para variadas formas de criação, interpretação e adaptação do trabalho teatral.

Com jogos, exercícios e improvisações estimula a criatividade, partindo da análise do movimento para adescoberta do corpo, do espaço que ele ocupa, dos objetos que utiliza, dos sons que produz.

No início do trabalho, afasta-se da linguagem verbal para se concentrar na construção da intenção física e visual, estuda técnicas da mímica moderna, perpassando pela máscara neutra e pelas máscaras da comédia "dell'arte" que servem como ponto de partida para a exploração das personagens criadas para, em seguida, introduzir lentamente a linguagem verbal para integrar o visual com o texto.



"O meu ensino é baseado na criação de um ambiente onde se pode "estatelar no chão" e de seguida levantar-se e rir-se de si próprio. Um lugar para brincar, explorar, experimentar, fazer descobertas e continuar em aventuras. Eu ofereço conhecimento através da experiência". John Mowat.

John Mowat nasceu e cresceu em Londres. Sua carreira no teatro começou em 1980, quando atuou em seu primeiro solo e em 1994 tornou-se co-fundador da OddBodies Theatre Company em Londres. Como ator e diretor,  viajou por maios de 40 países com seu estilo de comédia altamente visual.
    
Desde 1992 desenvolve uma intensa relação com a Companhia do Chapitô, com a qual concebeu e dirigiu inúmeras peças como Don Quixote, O Grande Criador, A Tempestade, Cão que morre não ladra.

Datas: 10 a 12 de agosto (sexta a domingo)
Horário: 10/08 (sexta) 18h30 às 22h30 - 11 e 12/08 (sábado e domingo) das 10h às 19h
Local: ESPAÇO (Rua Alves Guimarães,1374 - Próx ao metrô Sumaré)
Carga Horária: 20h
Valor: R$ 400,00*
Vagas:26
Para maiores informações e inscrição acesse o site www.periplo.com.br.

sexta-feira, 25 de maio de 2012

Peixe e epistemologia

por Vicentônio Silva
www.vicentonio.blogspot

Uma de minhas alunas convidou-me a almoçar num domingo. Cheguei à chácara antes do meio-dia e conversei com o pai, a mãe, o tio, a avó, o irmão, o namorado, a cunhada, um sobrinho e alguns amigos quando a mãe, curiosa por saber mais da disciplina que lecionava, perguntou-me o nome dela.

- Epistemologia, respondi pausadamente.

- Psicologia? Perguntou-me a avó.

- Não, interveio o irmão, ou antropologia, ou sociologia.

- Também não, retrucou um dos amigos. Acho que ele disse filosofia.

Entre idas e vindas, esclareci que Epistemologia consistia numa matéria ampla que discute a construção do conhecimento. Se falamos de aviões, de economia, de jogos de vôlei, de turismo, de roupa ou de comida, de remédios ou de belezas arquitetônicas precisamos construir e consolidar o conhecimento. A construção e a consolidação do conhecimento nos impedem de dar voltas sobre determinado assunto de maneira que, uma vez descoberta a receita de filé de frango empanado, outro cozinheiro não precisará quebrar a cabeça para inventá-la.

Construído o conhecimento da receita de filé de frango empanado, os próximos a consolidarão e inventarão pratos a partir dos conhecimentos já existentes. Essa construção do conhecimento – organizado, testado, discutido e aprovado ou reprovado – é importante na descoberta de curas. Os remédios que controlam ou minimizam os efeitos do câncer ou da Aids são resultados da construção do conhecimento através de décadas. Se alguém vive atualmente muitos anos depois da constatação das doenças, estudiosos ou cientistas, décadas atrás, contribuíram para que estudiosos e cientistas de hoje avançassem em suas pesquisas.

Observei que minha explicação mais se aproximava de discurso pedagógico de que de conversa de almoço no fim de semana. Alguém começou a falar de futebol, um segundo ligou a televisão para ouvir os comentários esportivos, um terceiro perguntou dos cavalos. Senti um cheiro forte vindo da cozinha: peixe. Nada tenho contra peixe, mas o esforço de retirar o mínimo de carne das espinhas em longo tempo me faz perder a fome. Sempre evito comê-lo. Quando almoço ou janto na condição de convidado, salgadinho e Coca-Cola antecipam imprevistos como aqueles. Saindo meio apressado de casa, esqueci-me do detalhe.

Enquanto os homens concentravam-se na sala em busca de respostas satisfatórias do desempenho de seus times ao fim do campeonato estadual, as mulheres fecharam-se na cozinha procurando acertar no encantamento gastronômico. De repente, a avó sentou-se ao meu lado indagando um pouco mais sobre Epistemologia.

- Fazemos alguma coisa. Aqueles que vêm depois não precisam fazer. Aprendem com nossa experiência?

Respondi positivamente. Quais experiências transmitira aos filhos e aos netos? Quais experiências assimilara dos pais e dos amigos? Quais experiências admirara e rechaçara?

- Experiência da fome, respondeu-me tranquilamente.

Quando ela e o esposo chegaram àquelas terras, tomaram empréstimos em bancos, plantaram, ora colhendo abundantemente, ora perdendo sucessivamente o dinheiro investido em dezenas de alqueires que, no fim das contas, reduziram-se a seis ou sete. Viviam de doação de vizinhos e da igreja até que, depois de muito tempo, alguém deu a idéia de criarem peixes. O marido recusou a sugestão. Como criar peixe num fim de mundo seco? A explicação: tanques. Peixes criados em tanque com compradores certos. Depois de doze anos, construíram casa melhor – aconchegante, mas longe de ser confortável – e criaram filhos e netos conscientes de que se tinham boa vida – pelo menos não passam nem fome, nem sede, nem necessidades básicas como roupa, remédios e cobertores durante o frio – deveriam agradecer aos peixes.

Minha aluna colocou quatro travessas sobre a mesa, legumes e verduras, arroz com ervilha, ovo e milho, suco de acerola e de laranja. Diante de minha paciência, retirando lentamente as carnes da espinha, questionou-me:

- Não sabia que gostava tanto de peixe, professor.

- Nem eu, disse, piscando para a avó dela. Nem eu.





*Publicado originalmente na coluna Ficções, Caderno Tem!, do Oeste Notícias (Presidente Prudente – SP) de 25 de maio de 2012.

As leituras imperdíveis de Ronaldo Correia de Brito

O escritor e dramaturgo Ronaldo Correia de Brito é o convidado deste mês do encontro “Leituras imperdíveis”, realizado  na Biblioteca Popular de Botafogo. No dia 28 de maio, segunda-feira, o autor fará a leitura de trechos dos livros “Retratos Imorais” e “Crônicas para ler na escola”. Depois tem bate-papo com o público. Ronaldo Correia de Brito é autor, também, do aclamado livro “Galileia”.
    
O encontro acontece às 19h e faz parte do projeto "Estação Pensamento e Arte", de ocupação cultural da Biblioteca de Botafogo. Rua Farani, 53. 3235 – 3799. Grátis.

Ronaldo Correia

terça-feira, 22 de maio de 2012

Asquerosas caixas de papelão

por Rafael Castellar das Neves

Esta semana, meu amigo Tony me enviou a reportagem “Projeto pede fim da distribuição de caixas de papelão em supermercados de São Paulo”, publicada pelo UOL. Trata-se de um projeto que está tramitando na Câmara Municipal de São Paulo e que objetiva a proibição, sim, a proibição, do fornecimento de caixas de papelão, pelos supermercados, para acomodação dos produtos de seus consumidores.

Bom, achei que a fantástica proibição das “Abomináveis Sacolinhas de Plástico” seria suficiente, mas a minha ingenuidade não me permite enxergar, antecipadamente, que nunca há limites! Agora a desculpa, lógico que esfarrapada, é que as caixas de papelão, então principais substitutas das sacolinhas plásticas, possuem maior quantidade de bactérias, fungos e outros micro-organismos do que as saudosas antecessoras.

Bonita esta preocupação do legislativo para com a saúde e o bem-estar dos nossos concidadãos, não acham? Só que a minha ingenuidade sim tem limites. A verdade é que se instaura mais uma baboseira que convence a população de estarem fazendo uma boa ação sob a fachada de melhorias para o meio-ambiente e bem-estar público cumprindo seu dever de cidadão, enquanto, nos bastidores, são discutidas e distribuídas as conveniências próprias daqueles ilustres senhores que só fazem encher os próprios bolsos acima de qualquer coisa e qualquer um.

Ainda deixa claro que o “Procon-SP informou que o Código de Defesa do Consumidor não obriga a entrega de nenhuma alternativa sem custo para o consumidor levar suas compras”. Bom, se agora vamos nos basear única a exclusivamente na lei, estamos na roça, para não dizer outra coisa. Esta não é a mesma lei que permite ainda, com jeitinho, a cobrança dos valores das sacolinhas plásticas e que também permitirá a das caixas de papelão nos valores dos produtos por parte dos supermercados? A relação cliente-fornecedor que conhecíamos está cada vez mais perdida e baseada, por lei, única e exclusivamente na troca seca entre as partes com o benefício maior de uma sobre a outra. Havemos de lembrar também das maravilhas surreais de propostas de leis que nossos tão queridos e instruídos legisladores oferecem como fruto de uma recreativa e vazia masturbação cerebral (acho que agora achei o real foco de micro-organismos).

Acho que já deu e já podemos acordar para as verdades em torno destas papagaiadas e agirmos de verdade para ajudar nosso meio ambiente e nosso bem-estar comum. São várias as alternativas, várias as recomendações e pequenas as ações que fazem completamente a diferença.

Pobre do meu irmão infectado que tanto puxei brincando dentro destas caixas de papelão na sala de casa...

Um viva às prósperas indústrias de sacolas “ecológicas”!

Dois vivas ao nosso brilhante legislativo que tanto nos acode!


São Paulo, 27 de abril de 2012.

Rafael Castellar das Neves é autor do blog Desce Mais Uma!

terça-feira, 15 de maio de 2012

Totalmente Kubrick



Até pode parecer mentira.
Mas na década de 1990, em Londres, um sujeito chamado Alan Conway enganou boa parte da classe artística londrina, pequenos empresários e até jornalistas se fazendo passar pelo cineasta Stanley Kubrick.

De bebidas grátis, lugares privilegiados em restaurantes até uma viagem a Las Vegas, Conway fez a vida se aproveitando do culto à celebridade.
Esta bizarra situação virou um filme. TOTALMENTE KUBRICK foi dirigido por Brian W. Cook e protagonizado por John Malkovich. Escrevi sobre ele aqui:


http://pt.shvoong.com/entertainment/movies/2290156-totalmente-kubrick/



Maurício Limeira

http://pt.shvoong.com/writers/mauriciolimeira/
http://filmantes.blogspot.com
http://oadversario.blogspot.com

domingo, 13 de maio de 2012

Remendando a Bahia

A Outra Companhia circula pelo interior do estado em projeto que une arte e educação

Cores, música e as manifestações populares revisitadas: esses são os ingredientes do espetáculo infanto-juvenil Remendo Remendó, que será apresentado com entrada franca no dia 15 de maio, às 10 e às 15 horas, no Centro Culturalde Pojuca.

O espetáculo narra a história de uma pequena cidade do interior em que o prefeito resolve realizar um concurso de contadores de histórias.

Para tal feito, ele reúne as maiores mentes da região: seus filhos, a espevitada Porcia e o intelectual Corisco, o cego Firmino e o sábio Alexandre, todos contando seus melhores “causos” e histórias tentando ganhar a platéia e o prêmio.

Tudo isso costurado com muita música e ritmos nordestinos, como: frevo, maracatu, samba de roda, seresta, forró, e resgatando o bumba-meu-boi, burrinha, reizado -- manifestações da cultura popular que renderam à montagem indicações em duas categorias no Prêmio Braskem de Teatro 2011 (Revelação e Melhor Espetáculo Infantojuvenil).

Nona montagem d’A Outra Companhiade Teatro (Salvador – BA), a peça já passou por quatro Estados (Paraná, Piauí, Rio Grande do Sul e Espírito Santo) e chega a Pojuca através do projeto Remendando a Bahia, contemplado na Demanda Espontânea do Fundo de Cultura do Estado da Bahia, que além do espetáculo traz à cidade três oficinas (teatro, música e pintura/colagem) voltadas para estudantes e um workshop de arte-educação destinado a professores da rede pública de ensino.

Todas as atividades são gratuitas.

Remendo Remendó por Sidney Rocharte


SERVIÇO:

O que: EspetáculoRemendo Remendó, com A OutraCompanhia de Teatro (BA)
Onde: Centrode Cultura de Pojuca
Quando: 15 de maio, às 10 e às 15 horas
Quanto: Entrada franca
Informações:aoutra@gmail.com / (71) 8811-4081 Roquildes Junior

O que: Oficinasde teatro, musica e pintura/colagem com A Outra Companhia de Teatro (BA)
Onde: EscolaMunicipal Norma Guimarães Rêgo
Quando: 14 de maio, das 09 às 12 horas
Quanto: Gratuito
Informações:aoutra@gmail.com / (71) 8811-4081 Roquildes Junior

O que: Workshopde arte-educação com A Outra Companhia de Teatro (BA)
Onde: Escola Municipal Norma Guimarães Rêgo
Quando: 14 e 15 de maio, das 19 às 22 horas
Quanto: Gratuito
Informações:aoutra@gmail.com / (71) 8811-4081 Roquildes Junior

segunda-feira, 7 de maio de 2012

Os vingadores


Homem-de-Ferro, Capitão América, Thor e o Incrível Hulk. Reunir num único filme personagens tão poderosos, carismáticos e autossuficientes parecia uma tarefa arriscada, com o resultado correndo o risco de ser apenas mais um festival previsível e cansativo de ação ininterrupta, muitas explosões e vontade - no espectador - de dormir.

Pois o diretor Joss Whedon topou a parada, e convocou Robert Downey Jr., Chris Evans, Chris Hemsworth e Mark Ruffalo para (re)viverem os heróis. De quebra, ainda trouxe Scarlet Johansson e Jeremy Renner.

Fui conferir OS VINGADORES, e minha opinião está no link abaixo:

http://pt.shvoong.com/entertainment/movies/2288501-os-vingadores/


Maurício Limeira

http://pt.shvoong.com/writers/mauriciolimeira/
http://filmantes.blogspot.com
http://oadversario.blogspot.com

terça-feira, 1 de maio de 2012

Um dia nas corridas



Um veterinário que se faz passar por médico para seduzir uma senhora da alta sociedade e salvar uma casa de repouso, em associação com um dos funcionários e um jóquei mudo. Parece o resumo de um filme muito doido. E é mesmo.

Trata-se de UM DIA NAS CORRIDAS, clássico que os Irmãos Marx (Groucho, Chico e Harpo) realizaram, sob a direção de Sam Wood, em 1937. O filme contém momentos antológicos, e escrevi sobre ele aqui:


Maurício Limeira