quarta-feira, 27 de junho de 2012

Encontro sobre poesia contemporânea e troca de livros

Com entrada gratuita e garantia de boa leitura, o "Livros na Mesa" é o evento mais buscado da Estação das Letras, desde sua estreia em 1996. Sempre no último sábado de cada mês, a Casa recebe um convidado para leitura e papo sobre um tema com troca de livros.

Neste sábado, dia 30, o encontro é com Luiz Turiba e a conversa sobre Poesia Contemporânea, a partir de 15h30, na Rua Marquês de Abrantes, 177, Flamengo, Rio.

Outras informações pelo telefone (21) 3237-3947.

Para chorar de alegria!

Regional Nacional se apresenta em Botafogo com repertório de chorões e sambas tradicionais

Regional Nacional por Gabriela Lopes

O Grupo Regional Nacional, com seu belo repertório de samba e choro, se apresenta no dia 29 de junho, às 19h30, na Biblioteca Popular de Botafogo. Composto por jovens músicos de talento reconhecido, o grupo se destaca pela originalidade do seu repertório e pelo tratamento diferenciado que dá às músicas.
     
O Regional Nacional já recebeu em seus shows Yamandu Costa, Marcos Sacramento, Nicolás Krassik, Áurea Martins, entre outros. O evento tem curadoria do próprioYamandu e acontece dentro da programação do projeto Estação Pensamento e Arte. A Biblioteca de Botafogo fica na Rua Farani, 53, Rio de Janeiro.

Serviço:
Show Regional Nacional
Biblioteca Popular de Botafogo
29/06 -sexta-feira, às 19h
Grátis

sexta-feira, 22 de junho de 2012

O outro Van Gogh

De Mauricio Arruda Mendonça
Direção de Paulo de Moraes
Com Fernando Eiras

Eu sinto como se a natureza falasse comigo
(Vincent Van Gogh)

Estreia, no dia 29 de junho, no Teatro Poeira, o espetáculo O outro Van Gogh, com Fernando Eiras e direção de Paulo de Moraes, baseado nas famosas cartas trocadas entre Vincet Van Gogh e o seu irmão, Theo Van Gogh, no período entre 1872 e 1890. Com texto de Mauricio Arruda Mendonça, a peça se passa logo após a morte do famoso pintor, em uma narrativa repleta de emoções, onde Vincent e Theo, ambos interpretados por Eiras, se alternam em um diálogo que os entrelaça e redime como se fossem uma só pessoa.

O espetáculo, primeiro monólogo da carreira do ator e do diretor, localiza-se nos últimos dias da vida de Theo Van Gogh (1857-1891), irmão, confidente e mantenedor do grande pintor holandês Vincent Van Gogh (1853-1890). Internado numa casa de saúde, abalado pelo repentino suicídio de seu irmão mais velho, pelos pesados encargos de sustento de sua mulher, filho e de seus pais, e já sofrendo os mesmos sintomas radicais da doença mental dos Van Gogh, Theo repassa acontecimentos afetivamente importantes na sua relação com Vincent em sua luta por tornar-se um pintor. Recordando momentos intensos de vida, o refinado marchand Theo Van Gogh, busca amenizar seu sofrimento pela morte e o insucesso do irmão. Como num réquiem, o texto fala, sobretudo, do amor visceral que uniu e levou à morte esses dois irmãos. 

“Theo é lunar, Vincent é o sol. Theo é Debussy, Vincent é Strawinsky. Theo cuidou de Vincent durante toda a vida se dedicando inteiramente para que esse outro se tornasse possível, fazendo assim uma ponte entre Vincent e seus próprios desejos, compartilhando seus esforços para se tornar o pintor que queria ser e influenciar toda uma geração expressiva que viria depois. Mas Theo não era um artista, ele era marchand. Portanto, compartilhava todo o acontecimento artístico do lado de fora. Então resolvemos dar a ele um lugar no lado de dentro”, explica Fernando Eiras.

As 500 cartas são um registro de uma eterna conversa, onde a cumplicidade fazia par com a constante ironia de Theo, que só depois da morte do irmão, soube entender as suas inquietações quanto à pintura e o que, na verdade, ele queria pintar. Os temas fugiam aos que os artistas consagrados da época pintavam. Tempo para um saudoso Theo rememorar: “Em Auvers-sur-Oise, cidadezinha francesa onde viveu seus últimos momentos - conta para um grupo de pessoas que reuniu em Paris, em 1890, numa pequena sala de conferências - meu irmão passava seus dias olhando e retratando a gente do campo”. E me escrevia:Trata-se de ficar contente em ter o que beber, o que comer, onde dormir e com que se vestir”.

Fernando completa: “Maria Clara Machado, minha primeira professora de teatro, dizia com seus olhinhos brilhando que ‘teatro é lugar de gente’. Escolhemos Theo porque ele é o lugar do outro.”.

Mauricio fez uma pesquisa ampla em publicações e filmes sobre os irmãos Van Gogh. Entre o material constam os títulos: os volumes “Cartas a Theo”, de Vincent Van Gogh; Biografia de Vincent Van Gogh por sua cunhada Jo Van Gogh-Bonger, seguido de Cartas de Theo para Vincent e de Cartas de Vincent a Émile Bernard; “Van Gogh” (biografia), de David Haziot; “Sede de Viver - a vida trágica de Van Gogh” (biografia), de Irving Stone; além de filmes sobre a vida de Van Gogh e seu irmão Theo.

VAN GOGH, o pintor-personagem, que passou de louco em vida ao genial artista na posteridade é, em si, fascinante. O espetáculo é quase uma biografia do pintor holandês, tecida através da troca de cartas febris e dilaceradas com seu irmão Theo, em que os assuntos vinham diretamente do que corria em ritmo acelerado nas veias de uma cabeça em ebulição e de mãos que dominavam, firmes, os pincéis e as cores. É um texto que fala ao coração do homem contemporâneo, marcado por indiscutível atualidade e compaixão.

O holandês Vincent Van Gogh é um dos pintores mais admirados, respeitados e valorizados do mundo. Mas, nem sempre foi assim. A trajetória de Vincent foi tumultuada, oscilante e desesperada. Inquieto e sem destino certo, o artista buscou, inutilmente, paz em várias cidades da Europa.

Viveu doente, solitário, sem recursos e tendo vendido apenas um quadro durante sua vida: A vinha vermelha. No entanto, trabalhou sem parar: deixou cerca de 900 telas. Os quadros que ninguém quis continham uma revolução no mundo da pintura. Na manhã de 27 de julho, um domingo inacreditavelmente azul, Vincent saiu para o campo com um revólver na mão. Entre o amarelo do trigo e a solidão da paisagem, deu um tiro no peito. Pouco tempo depois, sua obra e talento começaram a ser reconhecidos.

Este espetáculo é patrocinado pelo fundo de apoio ao teatro – FATE/Secretaria de Cultura do Rio/Prefeitura do Rio. 



SERVIÇO
O outro Van Gogh
Estreia para convidados: 28 de junho
Estreia para público: 29 de junho
Local: Teatro Poeira (Rua São João Batista, 104 - Botafogo)
Informações: (21) 2537- 8053
Bilheteria: 2ª a 4ª. e domingo das 15 às 20h/ 5° a sábado das 15 às 21h
Horário: Quinta a Sábado, às 21h30/ Domingo, às 19h
Preço: Quinta e sexta, R$40,00/ Sábado e Domingo, R$60,00
Capacidade: 120 lugares
Gênero: Drama
Duração: 70 minutos
Classificação indicativa: 14 anos
Temporada: 29 de junho a 19 de agosto
Sinopse: o monólogo, baseado nas famosas cartas trocadas entre Vincent Van Gogh e o seu irmão Theo, apresenta acontecimentos importantes da relação dos dois irmãos. Recordando momentos intensos, o Theo busca amenizar seu sofrimento pela morte e o insucesso do irmão com um texto que fala, sobretudo, do amor e cumplicidade entre eles.


FICHA TÉCNICA
Texto: Mauricio Arruda de Mendonça
Direção: Paulo de Moraes
Elenco: Fernando Eiras
Idealização: Maria Amélia Mello e Maria Lucia Lima
Cenografia: Paulo de Moraes
Figurinos: Rita Murtinho
Iluminação: Maneco Quinderé
Assessoria de Imprensa: Daniella Cavalcanti
Vídeos: Ricco e Renato Valarouca
Trilha Sonora: Ricco Viana
Direção de Produção: Andréa Alves e Claudia Marques
Co-produção e Realização: Fábrica de Eventos e Sarau Agência de Cultura Brasileira

quinta-feira, 14 de junho de 2012

Enter the void



Após ser traído pelo sócio e, numa armadilha num bar, ser assassinado pela polícia japonesa, um jovem traficante americano em Tóquio vê quando seu espírito abandona o próprio corpo. Ele irá então reviver todos os momentos de sua vida até a bala fatal, passando, a partir daí, a vagar no vazio acompanhando passivamente as vidas dos que lhe eram próximos.

Narrado inteiramente sob o ponto de vista do protagonista, ENTER THE VOID é uma ousada experiência visual dirigida por Gaspar Noé (diretor de "Irreversível"). Eu vi, e escrevi sobre ele aqui:
http://pt.shvoong.com/entertainment/movies/2295731-enter-void/


Maurício Limeira

http://pt.shvoong.com/writers/mauriciolimeira/
http://filmantes.blogspot.com
http://oadversario.blogspot.com

quarta-feira, 13 de junho de 2012

Cinema de graça em Botafogo!

O Cineclube Plano Sequência, que acontece na Biblioteca de Botafogo, vai exibir no dia 18 de junho o filme “Um homem bom” (Good – 2008, Inglaterra, Alemanha, Hungria), de Vicente Amorim. Protagonizado por Viggo Mortensen, o longa narra a história de um professor que se vê envolvido com o regime nazista de Hitler durante a ascensão dele ao poder. Após a exibição, haverá debate com a presença do diretor Vicente Amorim. A curadoria é de Rodrigo Fonseca. Grátis. 19h.
   
A biblioteca fica na RuaFarani, 53, em Botafogo.

Um homem bom - divulgação

terça-feira, 12 de junho de 2012

Peça “Descobrimento” segue em junho com datas e horários alternativos

Na primeira quinzena do mês de junho, o Teatro Kleber Junqueira (Rua Platina, 1827, Calafate) e a Associação Móbile Cultural continuam com a apresentação do espetáculo “Descobrimento” em horários alternativos. No dia 12 de junho, as apresentações serão às 9h e às 14h30. Já no dia 14 de junho, a peça será apresentada apenas às 9h e no dia 15 de junho o espetáculo será exibido às 9h e às 14h30.  A peça que tem texto assinado por Kleber Junqueira ficará em cartaz até o dia 10 de julho. O enredo relata os mais de 40 dias que se passaram até a chegada de Pedro Álvares Cabral em solo brasileiro, destacando fatos como o sumiço da Nau de Vasco de Ataíde, os doldrums e as relações de poder dentro da caravela. A peça narra ainda a emoção do imperador no encontro com a nova terra e o batismo por Cabral como Ilha de Vera Cruz. Com 20 personagens, 16 atores em cena e figurinos fiéis ao da época, a peça encanta e chama atenção dos espectadores pela riqueza de detalhes, abordando em seu enredo o drama, humor e romance que permeiam esta envolvente história. Outro ponto que merece destaque é a grandeza do cenário, que tem como atração principal uma caravela com dez metros de comprimento e seis de altura. A caravela é utilizada como transporte pelos atores durante a encenação e, ao mesmo tempo, dá uma impressão de tridimensionalidade do navio, de tão real que é a reprodução deste cenário.

“Descobrimento”
Temporada até 10 de julho de 2012
Horários: 12/6 às 9h e às 14h30; 14/6 às 9h; 15/6 às 9h e às 14h30
Local: Teatro Kleber Junqueira (Rua Platina, 1827, Calafate, Belo Horizonte)Ingressos: Posto da Belotur: R$15,00; na bilheteria: R$16,00 (meia) e R$32,00 (inteira).
Informações: (31) 3332-5667 / 3332-9460 / 3371-3771
Classificação: livre

segunda-feira, 11 de junho de 2012

Balé Folclórico da Bahia se apresentará no Rio de Janeiro

O premiado Balé Folclórico da Bahia aporta no Rio de Janeiro com o espetáculo “Herança Sagrada”

O Balé Folclórico da Bahia (BFB), única companhia profissional de dança folclórica do país em atividade, apresenta seu espetáculo “Herança Sagrada – ACôrte de Oxalá”, nos próximos dias 21, 22, 23 e 24 de junho, no Teatro Carlos Gomes, às 19h30. A temporada no Rio de Janeiro integra a turnê nacional do Balé, iniciada em janeiro, em Salvador, com patrocínio da Oi e apoio cultural do Oi Futuro. A turnê, que também inclui São Paulo, é um marco nos 24 anos de história do grupo, que possui uma intensa agenda no exterior e prestígio internacional, mas enfrentava dificuldade para percorrer o Brasil.

Após ser aplaudido nos Estados Unidos, Europa e Caribe, o espetáculo “Herança Sagrada – A Côrte de Oxalá” chega repaginado aos palcos brasileiros com 26 bailarinos, músicos e cantores, com movimentos vibrantes e sonoridade arrebatadora. Inspirado em rituais do Candomblé, o espetáculo circulou recentemente por 30 cidades americanas, em uma temporada de três meses, e foi visto por mais de 100 mil pessoas.

Com sede no Pelourinho, em Salvador, atualmente o BFB funciona em regime integral de seis horas de trabalho por dia. Os 40 integrantes da companhia – dançarinos, músicos e cantores – recebem preparação técnica para dança, música e teatro. Para preservar e divulgar as principais manifestações folclóricas da Bahia, o Balé desenvolveu uma linguagem cênica que parte dos aspectos populares e atinge questões contemporâneas. O Balé também possui um segundo corpo de baile, que realiza espetáculos diários no Teatro Miguel Santana, no Pelourinho, tendo como público, principalmente, turistas estrangeiros e de outros Estados do Brasil.


Serviço:

Espetáculo: Herança Sagrada – A Côrte de Oxalá - Balé Folclórico da Bahia
Local: Teatro Carlos Gomes (Rua Pedro I, nº 4, Praça Tiradentes, Centro, Rio de Janeiro, RJ)
Data:  21 a 24 de Junho
Horário: 19h30
Ingressos:
Quinta a sábado(dias 21, 22 e 23) - R$ 60,00 (plateia) e R$ 30,00 (balcão)
Domingo (dia 24) - R$ 1,00
Duração: 90 minutos
Classificação etária: 12anos
créditos: Vinícius Lima
créditos:Artur Ikishima



terça-feira, 5 de junho de 2012

Até que a sogra nos separe

A divertida comédia romântica "Até Que a Sogra Nos Separe" segue em cartaz, com novos dias e horários: as quintas, sextas e sábados, às 21h e aos domingos, às 20h, no Teatro Clara Nunes, no Shopping da Gávea.

Promoção: Quem doar um quilo de alimento não-perecível paga somente R$ 25 (Vinte e Cinco Reais)


Até Que a Sogra Nos Separe

Texto Anderson Oliveira e Maria Clara Horta.
Direção: Anderson Oliveira. Com Anderson Oliveira, Daniel Müller, Fernanda Zau e André Sobral. Casados desde a faculdade, Beto e Bia enfrentam a primeira grande crise – e, para o azar deles, esse momento coincide com o retorno da mãe de Beto da Itália.
Teatro Clara Nunes: Shopping da Gávea, 3º piso.
Rua Marquês de São Vicente, 52, Gávea - 21 2274-9696.
Qui a sáb, às 21h.
Dom às 20h.
R$ 60 (quin e dom) e R$ 70 (sex e sáb). Quem doar um quilo de alimento não-perecível paga somente R$ 25 (Vinte e Cinco Reais)  Estac. (R$ 6,00 por duas horas). 120 minutos.
Não recomendado para menores de 14 anos.
Até 1º de julho.

segunda-feira, 4 de junho de 2012

As músicas da Legião Urbana são amigas

Flávio Sanso
www.reticencia.com
@Flavio_Sanso

As músicas da Legião Urbana são amigas.

Quem usou essa definição foi o próprio Renato Russo ao explicar por que tantos jovens se sentiam apaixonadamente atraídos pelas composições da banda que se tornou símbolo de idolatria no cenário do pop rock nacional.

E isso pode ser medido pelo fato de que, mesmo depois de tanto tempo, os jovens da geração dos anos 80, e até mesmo muitos jovens de gerações posteriores, são capazes de retirar das gavetas da mente os clássicos da Legião Urbana, cantarolando de cor as letras que ficaram gravadas na memória, como se o tempo não houvesse passado. Aliás, basta que ressoe o som daquela guitarrinha peculiar da introdução de Tempo Perdido, para sermos inconscientemente compelidos a começar a cantar "todos os dias quando acordo..."

O fato de que as letras dessas músicas continuem desafiando o esquecimento tem exatamente a ver com a profundidade sentimental que só artistas geniais são capazes de expressar. Quem por acaso analisar cada frase da música "Teatro dos Vampiros" saberá do que estou falando. E aí está o que Renato Russo quis dizer. As músicas da Legião Urbana criaram uma relação de identificação com a juventude, porque expressavam perfeitamente a complexidade de se lidar com os sentimentos nessa fase da vida. Elas entendiam os jovens. Elas eram o consolo para quem quer tentar entender o mundo e a si próprio. Daí poder dizer que os jovens não nutriam o simples sentimento de gostar das letras e melodias da Legião Urbana. Eles sentiam paixão por tudo que essas músicas representavam e por tudo que as envolvia.

A força dessa paixão despertou e se manifestou nesta semana.

Vágner Moura, que agora parece ter desencarnado de vez o figurino da farda preta, foi alvo de muitas críticas e desaforos por causa da sua iniciativa de fazer um show com músicas da Legião Urbana. Qualquer análise racional enxergou a iniciativa como uma justa e bem intencionada homenagem, que trazia consigo todos os naturais desdobramentos comerciais. Mas a paixão na maioria das vezes atropela a racionalidade, e munidos pelo ciúme inerente a essa paixão, inúmeros fãs da Legião Urbana visualizaram uma tentativa de substituir Renato Russo, e, pior, de apropriação da interpretação das músicas que se tornaram patrimônio juvenil, sobretudo também porque estavam no palco Bonfá e Vilalobos, remanecentes da banda. Vágner Moura também é fã, conhece o lado passional da idolatria e certamente saberá relevar as críticas que recebeu. Se a mesma iniciativa fosse liderada por Dinho do Capital ou por Herbert Viana, cantores contemporâneos à Legião Urbana, as reclamações viriam do mesmo modo, pelo simples fato de que, para a visão apaixonada dos fãs, será sempre estranho ouvir as músicas da Legião Urbana por outra voz que não seja a de Renato Russo. O terreno da idolatria é um campo minado, pelo qual não se atravessa ileso. Já do ponto de vista racional, o evento merece elogios, pois é bem vinda qualquer homenagem à obra de um dos principais artistas deste país.

Certa vez alguém disse que não ouvia as músicas da Legião Urbana porque elas eram tristes. Mas creio que triste é a geração de jovens que não tem as letras da Legião Urbanas para lhe fazerem companhia.