terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

Espetáculo 'Realismo' ​de Anthony Neilson, di​reção Tato Consorti c​om João Velho e grande elenco - a partir de 22 de fevereiro - ​Centro Cultural da Justiça Federal

Realismo
De Anthony Neilson
Direção Tato Consorti
De 22 de fevereiro a 31 de março

...“Eu sempre pensei que você terminasse com alguém porque você deixou de amar aquela pessoa, ou percebeu que você nunca amou. Mas na verdade nenhum dos meus relacionamentos – meus relacionamentos sérios – terminaram assim. Eu sempre amei todas elas. Eu amo todas elas. O que acabava acontecendo era algum outro problema; um visual diferente, um sonho diferente; às vezes, só coisas de ordem prática. Nada que fizesse você deixar de amar alguém. Apenas coisas com as quais você não podia mais conviver pacificamente. Mas eu senti a perda de todas elas, como uma pequena morte. Isso começa a ficar cansativo depois de um tempo; todas essas perdas acumuladas.”...

Estreia no dia 22 de fevereiro, no Centro Cultural da Justiça Federal, o espetáculo “Realismo”, de Anthony Neilson e direção de Tato Consorti. A peça, um projeto da Imprecisa Companhia, acompanha um sábado na vida de João Velho. Nessa jornada, o consciente e o inconsciente desse homem são confrontados, criando um plano onde o espectador não sabe o que é, de fato, real.

No palco, João Velho, como protagonista e dando nome ao personagem, Adriano Saboya, Átila Calache, Beatriz Bertu, Christian Landi, Daniela Galli, Paula Braun e um convidado especial a casa apresentação.

Bem-humorado, o texto, inédito no Brasil, flerta com diversos gêneros que perpassam o vaudeville, o absurdo e o nonsense, criando uma estrutura na qual o título da peça não condiz, ironicamente, com uma possível primeira leitura de seu significado.

SOBRE O ESPETÁCULO

Uma mãe e um pai pouco ortodoxos; uma namorada de adolescência e uma atual quase-ex-namorada; dois amigos, um de infância, outro de idade adulta, ambos hiperativos; programas decadentes de televisão; um gato nada simpático; a total inação de um homem comum de 30 anos que decide se enclausurar em seu apartamento, em meio a seus “fantasmas”. Esses são alguns dos elementos que compõem o espetáculo. Realismo retrata estilhaços da vida de uma figura nada exemplar, constituindo, de forma difusa, imagens que pretendem discutir, através da ótica masculina, a inerente solidão de todo ser humano.
“Realismo lança um olhar sensível sobre o universo masculinomais pontualmente, o texto parece falar da inaptidão de todo menino frente à vida adulta. E temos, ainda, a comicidade ácida; quase desbragada; beirando o politicamente incorreto”, afirma Tato Consorti.

SOBRE O AUTOR

O escocês Anthony Neilson (1967) é dramaturgo e diretor teatral. Escreveu suas primeiras peças no final dos anos 80 e, em 1991, ficaria conhecido no Festival de Edimburgo pelo êxito de “The Düsseldorf Ripper”.
É frequentemente associado ao movimento britânico nomeado de in yer face theatre. De sua obra, destacam-se “Penetrador” (1993), “Year of the Family” (1994), “Heredity” (1995), “The Night Before Christmas” (1995), “The Censor” (1997), “Hooverbag” (2002), “The Lying Kind” (2002), “God in Ruins” (2007), “Orson Welles in the Land of Peas” (2010) e “Sixty Six” (2011).
No Brasil, já teve dois textos encenados: “O Mundo Maravilhoso de Dissocia” (2004) e “Sutura” (2002), ambos com tradução e direção de Felipe Vidal.
“Realismo” foi escrita em 2006 e produzida, originalmente, em parceria entre o National Theatre of Scotland e o Festival de Edimburgo.

SOBRE A IMPRECISA COMPANHIA

“Carpe Diem” (2004)
de Daniela Pereira de Carvalho | direção de Felipe Vidal
“Tudo É Permitido” (2005)
de Daniela Pereira de Carvalho | direção de Tato Consorti
- indicado ao Prêmio Shell de melhor autor
“Não Existem Níveis Seguros Para Consumo Destas Substâncias” (2006)
de Daniela Pereira de Carvalho | direção de Tato Consorti
- indicado ao Prêmio Shell de melhor autor
- vencedor do Prêmio Eletrobrás/APTR de melhor autor
“Rock’n’Roll” (2009) *
(*) idealizado por Felipe Vidal | co-produzido em parceria com a Gávea Filmes
de Tom Stoppard | direção de Felipe Vidal e Tato Consorti
- indicado ao Prêmio Shell de melhor ator (Otávio Augusto)
- indicado ao Prêmio Contigo! de melhor ator (Otávio Augusto)
- indicado ao Prêmio Arte Qualidade Brasil nas categorias: melhor ator (Otávio Augusto), melhor atriz (Gisele Fróes), melhor direção (Felipe Vidal e Tato Consorti) e melhor espetáculo drama

SERVIÇO

Estreia para convidados: dia 21 de fevereiro, às 19h
Estreia para público: dia 22 de fevereiro
Local: Centro Cultural da Justiça Federal (Avenida Rio Branco, 241 – Centro)
Informações: (21) 3261-2550
Bilheteria: de terça a domingo, das 15h às 19h
Horário: de sexta a domingo, às 19h (exceto, sexta, dia 29 de março)
Ingresso: R$20,00
Duração: 90 minutos
Classificação: 16 anos
Capacidade: 142 lugares
Gênero: Comédia Dramática
Temporada: de 22 de fevereiro a 31 de março, exceto dia 29 de março

FICHA TÉCNICA
Texto: Anthony Neilson
Tradução: Felipe Vidal
Direção: Tato Consorti
Elenco: João Velho (João Velho); Adriano Saboya (Mullet/Pai); Paula Braun (Ângela/Apresentadora); Daniela Galli (Mãe/Política de Esquerda); Átila Calache (Átila Calache/Político Independente); Beatriz Bertu (Laura/Política de Direita); Christian Landi (Simão/Autoridade); Participação Especial (Gato)
Cenário: Aurora dos Campos
Figurino: Antônio Guedes
Iluminação: Tomás Ribas
Direção de Movimento: Marcelle Sampaio
Fotografia: Dalton Valério
Programação Visual: Luciano Cian
Direção de Produção: Tárik Puggina
Assistente de Direção de Produção: Carla Torres de Azevedo
Produção Executiva: Luísa Barros
Idealização: Imprecisa Companhia
Realização: Nevaxca Produções e Saboia Produções

CURRÍCULOS
DIREÇÃO – Tato Consorti
Tato Consorti é ator, professor e diretor teatral, Bacharel em Interpretação pela Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO). À frente da Imprecisa Companhia, da qual é membro fundador, dirigiu os espetáculos “Tudo É Permitido” (2005) – indicado ao Prêmio Shell de melhor autor – e “Não Existem Níveis Seguros para Consumo Destas Substâncias” (2006) – indicado ao Prêmio Shell de melhor autor e vencedor do Prêmio Eletrobrás na mesma categoria – ambos de Daniela Pereira de Carvalho. Em 2009, ao lado de Felipe Vidal, dirigiu “Rock’n’Roll”, mais recente texto do dramaturgo britânico Tom Stoppard. O espetáculo foi indicado aos Prêmios Shell e Contigo! de melhor ator (Otávio Augusto), bem como ao Prêmio Arte Qualidade Brasil nas seguintes categorias: melhor ator drama (novamente, para Otávio Augusto), melhor atriz drama (Gisele Fróes); melhor direção drama (Tato Consorti e Felipe Vidal) e melhor espetáculo drama.

ELENCO
Adriano Saboya
Ator formado pela UniverCidade. Em teatro, participou, dentre outros, de “Sonho de uma Noite de Verão” (2000), direção de Guta Stresser; “O Pedido de Casamento” (2001), direção de Vitor Lemos Filho; “Tudo É Permitido” (2005), “Não Existem Níveis Seguros para Consumo Destas Substâncias” (2006) e “Rock’n’Roll” (2009) – todos pela Imprecisa Companhia, da qual é membro fundador –; além de “A Hora e Vez de Augusto Matraga” (2007), direção de André Paes Leme. Em cinema, participou do longa “O Poeta da Vila” (2004), com direção de Ricardo Von Steen.

Átila Calache
Ingressou no Tablado em 1997. Em seguida, entrou na CAL e na Escola de Dança Angel Vianna. Paralelamente, se formou em publicidade, estudou artes visuais na EAV e música na EMVL. Em 2011, fez trabalhos em videoarte, audiovisual, teatro e dança, tendo realizado, ainda, trilha sonoras para teatro e vídeo. Como ator, em 2012, participou da montagem de “Auto Peças”, da Cia. dos Atores, com direção de César Augusto e Susana Ribeiro, e no espetáculo “Dentro”, da Cia. Pequena Orquestra, com direção de Michel Blois. Assinou, dentre outras, as trilhas sonoras de “Os Inocentes”, direção de César Augusto, e “Alguém Me Viu por Aí?”, com direção de Vinícius Arneiro.

Beatriz Bertu
Atriz formada pela Casa das Artes e Laranjeiras e graduada em Artes Cênicas pela UNIRIO, tendo trabalho com Antunes Filho, Paulo Trajano, David Herman, dentre outros. Em teatro, mais recentemente, participou de: “O Arquiteto e o Imperador da Assíria” e “A Oração”, ambos de Fernando Arrabal, ambos com direção de Cristina Britto; “Cinema”, direção de Felipe Hirsch, com a Sutil Companhia; “Duplo Crimp”, de Martin Crimp, e “Depois da Queda”, de Arthur Miller, ambos com direção de Felipe Vidal. Em cinema, atuou em “Divã”, direção de José Alvarenga, e “Bonitinha, Mas
Ordinária”, baseada na obra de Nelson Rodrigues, com direção de Moacyr Góes.

Christian Landi
Em teatro, participou dos espetáculos: “E a Terra se Move!” (1998) e “Lisístrata” (1999), direção de Vitor Lemos Filho; “Sonho de uma Noite de Verão” (2000), direção de Guta Stresser; “Tudo É Permitido” (2005), “Não Existem Níveis Seguros para Consumo Destas Substâncias” (2006) e “Rock’n’Roll” (2009) – todos pela Imprecisa Companhia, da qual é membro fundador. Em TV fez o infantil “Sítio do Picapau Amarelo” – episódio “O Cangaço” (2002), na Rede Globo, com direção de Cininha de Paula.

Daniela Galli
Inicia sua formação artística aos 5 anos de idade, no Conservatória Musical Carlos Gomes, em Campinas, tendo, ainda estudado dança. Depois de terminar o curso de Arquitetura e Urbanismo, na PUC-Campinas, segue para a Europa, passando um período na Holanda e na Itália. Em seguida, muda-se para Nova York, onde trabalha com Tony Walton, Jules Fischer, Tom Pye e David Rockwell e estuda interpretação no HB Studios, fundado por Uta Hagen and Herbert Berghof. Em 2006, volta ao Brasil e estreia na TV, na novela “Páginas da Vida”, na Rede Globo. Em 2009, na Record, participa do elenco da novela “Poder Paralelo”. Em 2010, faz a minissérie “A História de Ester” e atua na novela “Ribeirão do Tempo”. Estreia, em 2010, o espetáculo “Play”, de Rodrigo Nogueira com direção de Ivan Sugahara; na sequência, atua no espetáculo “Ciranda”, de Célia Forte com direção de José Possi Neto.

João Velho
Começou a fazer teatro no final dos anos 90, tendo participado de diversos espetáculos, tais como: “Anticlássico” e “Banal”, com direção de Alessandra Colassanti; “Don Juan”, baseado na obra de Molière, com direção de Thierry Trémourroux; “Terror” e “Trabalhos de Amores Quase Perdidos”, ambos com direção de Pedro Brício; “Escuta, Zé Mané”, ao lado de Paulo César Peréio, seu pai, com direção de Lenerson Polonini; “Joaquim e as Estrelas”, infantil de Renata Mizrahi com direção de Diego Molina. Em TV, participou do seriado “Malhação”, bem como das novelas “A Lua me Disse” e “Viver a Vida”, todas na Rede Globo. Atualmente, está no elenco de “Do Amor”, série da Multishow, com direção de Marcia Leite e Maria Flor. Em cinema, atuou, mais recentemente, em “Blindness – Ensaio sobre a Cegueira”, de Fernando Meirelles, e “Praga de Puta Pega”, com direção de Samir Abujamra.

Paula Braun
Em teatro participou, dentre outras, de “Bonitinha, Mas Ordinária” (2000), direção de Marco Antônio Braz e “Os Camaradas” (2004), direção de Pepe Sedrez – pela Cia. Carona, de Blumenau, da qual foi integrante por 5 anos –, além de “Outros Tempos” (2011), de Harold Pinter, com direção de Pedro Freire. Em cinema, destacou-se nos longas “O Cheiro do Ralo” (2007), direção de Heitor Dhália e “Bollywood Dreams” (2010), filme no qual estreia como produtora. Atualmente integra o elenco de “Malhação”, seriado juvenil da Rede Globo, e fará a próxima novela das nove.

Nenhum comentário: